Porto de Faro regista quebra acentuada na operação portuária

Porto de Faro regista quebra acentuada na operação portuária

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A porta da exportação portuária no Algarve está a ter menos saídas de mercadorias
A porta da exportação portuária no Algarve está a ter menos saídas de mercadorias

O Porto Comercial de Faro registou uma quebra de 16,7% na operação portuária relativa ao primeiro quadrimestre deste ano face ao mesmo período do ano passado, revelou a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Os dados da AMT revelam assim uma quebra acentuada do porto comercial da capital algarvia que tem 100% da sua operação concentrados na carga de mercadorias (a relação entre carga total movimentada e carga embarcada). 

Note-se que a mercadoria mais relevante operada no Porto de Faro é, desde há muito, o cimento, com a AMT a fazer notar que “os portos que detêm uma quota mais elevada de carga embarcada são os de menor dimensão, traduzindo o seu papel de porto de exportação para cargas muito específicas, a saber, nomeadamente (…) o cimento no porto de Faro”.

O Porto de Faro operou neste período 99.054 toneladas de mercadoria, menos 18.937 toneladas do que em igual período de 2015.

Imagem aérea do Porto Comercial de Faro
Imagem aérea do Porto Comercial de Faro
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Faro em regressão num mercado nacional portuário com resultados positivos globais

O resultado do Porto de Faro, a decrescer, é contrário aos resultados globais dos portos nacionais. Segundo a AMT os portos portugueses movimentaram entre Janeiro e Abril 29,4 milhões de toneladas, mais 2,3% face ao valor registado um ano antes, com Sines a crescer e a representar já 53% da actividade portuária do continente.

Em comunicado a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) diz que o primeiro quadrimestre registou a “melhor marca de sempre” no conjunto dos portos do continente, acrescentando que “este resultado do mercado portuário reflecte essencialmente o comportamento do Porto de Sines nos tráfegos de carga contentorizada, carvão e petróleo bruto que, apresentando um peso de 40,8% do total de carga movimentada no conjunto dos portos, registaram um acréscimo global de 23,5% face ao período homólogo de 2015”.

O Porto de Sines está em franco crescimento
O Porto de Sines está em franco crescimento

O Porto de Sines cresceu 12,4% face aos primeiros quatro meses de 2015.

Para o crescimento global contribuiu também o desempenho dos portos de Viana do Castelo e de Setúbal que, representando 0,5% e 8,6 do total, registaram variações positivas de 5,7% e 2,5%, respetivamente.

Não só o Porto de Faro teve decréscimos na operação, os portos mais pequenos do país registaram quebras, entre eles um não tão pequeno como isso, o de Aveiro
Não só o Porto de Faro teve decréscimos na operação, os portos mais pequenos do país registaram quebras, entre eles um não tão pequeno como isso, o de Aveiro

A contrariar a tendência de crescimento surgem os portos de Leixões, Lisboa, Aveiro, Figueira da Foz e Faro, que assinalaram quebras de 4,2%, 15,4%, 12,7%, 9,9% e 16,7%, respectivamente.

“Uma conjugação de variações que reflecte uma quebra de 9,2% no volume total de carga movimentada naqueles portos”, indica a AMT.

O Porto de Sines reforça assim a liderança dos portos em Portugal continental, com 53%, seguido do porto de Leixões (19,8%), Lisboa (10,9%) e Setúbal (8,6%).

Ao nível dos portos comerciais, houve um total de 3.480 escalas de navios de diversas tipologias (-0,3% do que no período homólogo), a que correspondeu um volume global de arqueação bruta (GT) de 60,5 milhões, mais 5,9% face ao primeiro quadrimestre de 2015.

“Este volume de GT constitui a melhor marca de sempre, comparativamente aos períodos homólogos, e é determinada pelo comportamento de Sines, Viana do Castelo e Setúbal”, acrescenta a AMT.

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