AMAL desafia residentes e não residentes a diagnosticar a mobilidade na região

AMAL desafia residentes e não residentes a diagnosticar a mobilidade na região

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AMAL quer ajuda no diagnóstico da situação da mobilidade na região, resposta ao questionário dá-se num par de minutos

A Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) investiu 212,5 mil euros, dos quais 170 mil euros financiados pelo Programa Algarve 2020 (FEDER) e “o remanescente pagos em partes iguais pelas 16 câmaras da região”, para estudar a mobilidade na região, disse ao POSTAL Jorge Botelho, presidente da entidade.

Ouvir a maior parte possível dos actores regionais interessados nesta matéria e a população e, através de uma auscultação alargada de residentes e não residentes diagnosticar, projectar a mobilidade intermunicipal no Algarve de forma sustentável, são os objectivos desta fase de diagnóstico.

Para tanto a entidade regional supramunicipal convida residentes, visitantes e turistas do Algarve são desafiados a partilhar como se deslocam atualmente dentro da região e que opções de mobilidade preferem ter no futuro.

A campanha de auscultação teve inicio hoje e tem a designação de VAMUS – Projecto de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve, podendo quem desejar intervir no processo de diagnóstico fazê-lo através do preenchimento de um questionário acessível na página da internet www.vamus.pt.

Jorge Botelho lança ao comando da AMAl um estudo fundamental sobre mobilidade que deixará definidas as situações que requerem respostas imediatas no âmbito da mobilidade sustentável
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Para o responsável pela AMAL, Jorge Botelho, em declarações na cerimónia de assinatura da Carta de Compromisso entre as diversas entidades envolvidas, “hoje foi marcado um apoio incondicional e de partilha num projeto que vem reforçar a construção de uma região sustentável. Para isso, contamos com a colaboração dos nossos parceiros, uma ajuda preciosa na resolução de um problema que é histórico na região, e através desta partilha de sinergias vamos trabalhar para que o Algarve seja cada vez mais uma região dinâmica e economicamente forte”.

A informação recolhida será aplicada na realização de um diagnóstico das deslocações efectuadas na região para, diz a AMAL, “com base nas necessidades e oportunidades identificadas, poder-se projectar, até ao final do ano, um plano para a mobilidade do futuro alicerçado em princípios de universalidade no acesso e de sustentabilidade nas soluções adoptadas”.

“Com o VAMUS os municípios algarvios dão um enorme contributo para a construção de uma “região carbono zero” – um Algarve capaz de eliminar o mesmo nível de dióxido de carbono que emite, através do planeamento de soluções que permitam à sociedade deslocações mais eficientes, inclusivas e amigas do ambiente”, refere a entidade pública, se bem que a redução efectiva das emissões não se faz com estudos, mas sim com soluções implementadas no terreno, para as quais os estudos apenas servem de guia.

Por detrás da redução de emissões e de um longínquo objectivo de “região carbono zero” terão de estar investimentos de grande monta capazes de redesenhar grande parte da forma como a mobilidade se opera numa região com fraquíssimos e ineficientes transportes públicos entre outras debilidades estruturais em termos de mobilidade .

Parceiros  regionais de relevo unem-se ao projecto

Entre os parceiros do projecto agora lançado pela AMAL estão todos os grandes operadores de transportes da região

A par da participação pública, o projecto mobiliza cerca de meia centena de entidades públicas e privadas que transportam ou que fazem deslocar diariamente algarvios e visitantes. Estes parceiros, com quem a AMAL assinou esta segunda-feira a Carta de Compromisso para a Mobilidade Urbana Sustentável, são para a comunidade intermunicipal “além de cruciais para a elaboração de um diagnóstico fidedigno, elementos determinantes na identificação e adoção de soluções inovadoras nesta matéria”.

Realçando o carácter de importância desta iniciativa o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, presente na cerimónia de hoje, garantiu que “a mobilidade é um dos três sistemas envolvidos no bom funcionamento de uma cidade e quem tem legitimidade para definir o melhor planeamento de circulação das cidades são as autarquias”.

A participação de todos é fundamental para o mais fiel e rigoroso diagnóstico da situação da mobilidade na região, não deixe por isso de participar com a sua resposta a um questionário que demora poucos minutos a ser completado.

A pecar por alguma coisa o questionário pecará por ser completa e absolutamente generalista e demasiado curto e sem alternativas suficientes para uma aferição mais fina das situações e opinião, mas ajudar é nesta matéria a palavra de ordem, por isso eis de novo o link (AQUI).

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