Crianças com doenças ‘raríssimas’ passam manhã na Ilha de Cabanas de Tavira

Crianças com doenças ‘raríssimas’ passam manhã na Ilha de Cabanas de Tavira

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A iniciativa foi possível com a ajuda da capitania do porto de Tavira

Um passeio de barco e uma manhã na praia fizeram desta terça-feira um dia especial para as crianças do Centro Raríssimo de Tavira – Delegação da Associação Raríssimas, que tiveram a oportunidade de “ir a banhos” na Ilha de Cabanas.

“As crianças adoram. É muito bom. A sensação da água e do vento na cara proporciona maravilhas”, diz Susana Cerejo, sub-delegada do Centro Raríssimo de Tavira.

Apesar de o Centro ter um campo de férias, entre 13 e 29 de Julho, onde desenvolve diariamente “todo o tipo de actividades”, como surf adaptado, visitas à praia da Manta Rota, sessões de cinema e de culinária, esta foi a primeira vez que as crianças com cuidados especiais tiveram as condições necessárias para se deslocarem a uma ilha.

A capitania do porto de Tavira disponibilizou duas embarcações para a realização da acção

A iniciativa só foi possível com a ajuda da capitania do porto de Tavira, que disponibilizou duas embarcações para uma “manhã diferente”. “Esta é uma actividade rara na vida destes miúdos e conseguir pô-los em contacto com a natureza e levá-los a dar um mergulho no mar é para eles um dia excepcional”, afirmou Pedro da Palma, capitão do porto de Tavira, acrescentando que “os pais, no dia-a-dia, não têm capacidade de trazer os miúdos à praia” e que, aliada a isso, a capitania está “sempre disponível para ajudar e para apadrinhar estas causas”.

O Centro Raríssimo de Tavira abriu em Fevereiro deste ano e é, até à data, o único Centro no Algarve
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Único Centro Raríssimo no Algarve

O Centro Raríssimo de Tavira abriu em Fevereiro deste ano e é, até à data, o único Centro no Algarve que se dedica a acompanhar crianças com doenças raras e patologias sem diagnóstico, bem como as respectivas famílias. “Há muitos pais que estão perdidos ainda porque não sabem o que se passa e se se dirigirem ao nosso Centro, nós encaminhamos”, afirma Susana Cerejo. Para além do Algarve, o Centro apoia ainda a região do Alentejo.

A responsável garante que este é um projecto “inclusivo”, com crianças “portadoras de deficiências e outras perfeitamente normais”. “Esta interacção é fundamental porque ainda não está incutida na nossa sociedade a inclusão e a nossa missão é fomentar isso”, conclui.

(Com Ricardo Claro)

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