Enfermeiros do Algarve esquecidos pelo Governo avançam para a greve

Enfermeiros do Algarve esquecidos pelo Governo avançam para a greve

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Enfermeiros do Algarve avançam para a greve a 28 e 29 de Julho ‘esquecidos’ no reforço de profissionais do sector para a região

O Governo esqueceu-se que o Algarve além de necessidades ao nível de médicos, particularmente de especialistas, tem também na área da saúde necessidade urgente de reforço do quadro de enfermeiros.

O alerta para a a atitude de “ignorância” do executivo liderado por António Costa face à carência de enfermeiros é dado pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) em comunicado onde se pode ler que em sucessivos despachos tendentes a contratação e reforço de pessoal de saúde na região o executivo apenas atende às necessidades médicas.

O comunicado dos SEP destaca que “o despacho publicado anteontem (11 Julho) pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde Fernando Araújo prevê a necessidade de médicos para várias regiões do país, atribuindo ao Centro Hospitalar do Algarve 50 médicos de diferentes especialidades, com vista a abertura de procedimento concursal, de carácter urgente”.

E recorda que este despacho é decorrente de um decreto-lei, “datado de 8 Junho, onde se pode ler que “atendendo a que o procedimento concursal de recrutamento e seleção para os postos de trabalho de pessoal médico em vigor não se mostra adequado à contratação deste pessoal, altamente diferenciado, com a celeridade que as necessidades das populações exigem, importa, durante um período transitório [3 anos], estabelecer um regime legal que permita a suficiente agilidade no âmbito do procedimento concursal com vista ao recrutamento dos médicos especialistas”.

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Mesmo o regime de mobilidade especial criado para o Algarve para reforço do pessoal de saúde apenas abrangeu os médicos não sendo aplicável ao pessoal de enfermagem, como decorre claramente do Despacho n.º 7222-A/2016, de 1 de Junho.

A inexistência de medidas urgentes de contratação de enfermeiros para reforço dos quadros destes profissionais na região, que segundo Nuno Manjua, responsável regional do SEP, em declarações ao POSTAL, estão deficitários em “várias centenas” de enfermeiros, é mais uma razão – afirma o SEP – para que estes profissionais adiram às greves de agendada para 28 e 29 de Julho.

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