Espaço escolar e camarata em regime aberto inaugurados no Estabelecimento Prisional de...

Espaço escolar e camarata em regime aberto inaugurados no Estabelecimento Prisional de Olhão

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A Câmara de Olhão foi uma das entidades que apoiou a concretização destas obras, através da cedência de material de construção civil

A ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, esteve esta sexta-feira em Olhão para inaugurar um espaço escolar e uma camarata de regime aberto no Estabelecimento Prisional da cidade. A governante destacou a forma como comunidade prisional, autarquias e sociedade civil se uniram para ajudar na edificação destes equipamentos.

A Câmara de Olhão foi uma das entidades que apoiou a concretização destas obras, através da cedência de material de construção civil. A partir de agora, é possível separar os reclusos do regime aberto dos de regime fechado e desenvolver o projecto educativo em espaços adequados à formação escolar e profissional.

António Miguel Pina, presidente da Autarquia, destacou a importância das melhorias no Estabelecimento Prisional de Olhão. “Demos o nosso contributo com muito gosto. Estas obras, realizadas pelos próprios reclusos, são essenciais na preparação destas pessoas para a sua reintegração social”, referiu o edil olhanense, que acompanhou a ministra na sua visita a Olhão.

Francisca Van Dunem foi a primeira a enaltecer a forma como nasceram estes novos locais – uma sala de aulas, uma sala de refeições, um pátio exterior e uma camarata com seis camas –, onde não existe contacto com o exterior e o nível de segurança se mantém elevado. “Pretendeu-se criar uma área diferenciada para os presos em regime aberto e aumentar a valência relacionada com a formação. Agora existe um espaço autónomo onde é possível aprender”, sublinhou a governante.

“Este modelo deve ser estimulado e foi possível graças ao bom relacionamento do diretor do EP de Olhão com as autoridades locais”, realçou Francisca van Dunem

“Esta obra não se mede pelo seu tamanho em metros quadrados. O Estado sozinho não consegue tudo. A boa vontade dos cidadãos pode fazer a diferença. Foi fabuloso. Colaboraram todos para este sonho”, realçou a ministra, que se mostrou surpreendida com a oferta recebida hoje no Estabelecimento Prisional (EP) de Olhão: um quadro com o seu retrato desenhado por um dos reclusos – a quem fez questão de agradecer pessoalmente –, que também ajudou na decoração da sala de formação, onde se pode ver a imagem do poeta algarvio António Aleixo e alguns dos seus versos.

“Este modelo deve ser estimulado e foi possível graças ao bom relacionamento do diretor do EP de Olhão com as autoridades locais”, realçou Francisca van Dunem, enaltecendo o trabalho realizado por Carlos Moreira.

“Temos de dar oportunidades às pessoas que deixam de praticar crimes para que tenham o seu percurso na sociedade”, salientou por sua vez o director geral dos serviços prisionais, Celso Manata, evocando a “harmonia que se vive nos serviços prisionais do Algarve, e isso transmite-se aos reclusos”.

Na cadeia de Olhão, com 61 reclusos – nove dos quais em regime aberto –, 60% da população prisional frequenta acções de formação profissional ou escolares.

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