Campanha de arqueologia subaquática regressa ao rio Arade

Campanha de arqueologia subaquática regressa ao rio Arade

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Este ano o objectivo é retomar os trabalhos de campo realizados em 2012, aquando do início do projecto

A campanha de arqueologia subaquática está de volta ao estuário do rio Arade entre os dias 28 de Agosto e 11 de Setembro.

A campanha encontra-se integrada no projecto de investigação “Entre o Mediterrâneo e o Atlântico: uma aproximação ao património cultural subaquático do estuário do rio Arade”, coordenado pelos arqueólogos Cristóvão Fonseca e José Bettencourt e promovido pelo Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM), unidade de investigação interuniversitária da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Este ano o objectivo é retomar os trabalhos de campo realizados em 2012, aquando do início do projecto, efectuando uma reavaliação dos arqueossítios para optimizar os resultados de futuros trabalhos, marcando o reinício da componente de campo e de monitorização do projecto. Procura-se, desta forma, ganhar um novo fôlego na recuperação da investigação arqueológica no estuário do rio Arade e na divulgação do seu património cultural subaquático, com a identificação, caracterização e valorização do seu potencial científico, pedagógico e turístico.

Os trabalhos arqueológicos subaquáticos a realizar correspondem essencialmente a prospecção visual, registo e levantamento, que irão incidir sobre os sítios arqueológicos denominados Ponta do Altar A e B, GEO 5 e Arade B, que correspondem a contextos de naufrágio e fundeadouro, cuja cronologia abrange desde o período romano até à época contemporânea.

O reconhecimento do potencial arqueológico subaquático do estuário do rio Arade remonta, pelo menos, à década de 1970
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A área de intervenção corresponde a um espaço privilegiado de ligação entre o Mediterrâneo e o Atlântico, que apresentou desde sempre características propícias para a navegação. A foz do rio Arade é um porto natural de abrigo, que serve os vários núcleos urbanos, nomeadamente Portimão, assim como, corresponde a uma importante via de navegação, comunicação e penetração no interior do Barlavento Algarvio. Esta realidade encontra-se amplamente documentada pelas fontes escritas e por diversos vestígios arqueológicos identificados nas últimas décadas.

O reconhecimento do potencial arqueológico subaquático do estuário do rio Arade remonta, pelo menos, à década de 1970 e as intervenções realizadas desde 1993, promovidas por várias instituições locais, nacionais e internacionais, contribuíram de forma decisiva para a afirmação do seu valor científico e patrimonial. O espólio recuperado pode ser visto no Museu de Portimão.

O projecto conta não só com o apoio do Museu de Portimão e Câmara Municipal, mas também com diversas entidades nacionais e regionais, entre elas a Junta de Freguesia de Portimão, o Clube Naval de Portimão, a Associação Arqueológica do Algarve, o Grupo de Amigos do Museu de Portimão, a Archeosfera, Lda., o Clube Subaquático de Mergulho Portisub, a Capitania do Porto de Portimão, a Direcção-Geral do Património Cultural e o Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática.

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