Pego do Inferno: estruturas ardidas em 2012 vão ser removidas no Inverno

Pego do Inferno: estruturas ardidas em 2012 vão ser removidas no Inverno

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Apesar de a água já não ser limpa e de os acessos estarem proibidos os visitantes continuam a arriscar e a visitar o local

Parece que é desta que aquele que em tempos foi um dos mais bonitos e procurados locais no Algarve vai começar a ser recuperado. As estruturas de madeira e de ferro que dão acesso ao Pego do Inferno, em Tavira, vão começar a ser removidas já este Inverno. O objectivo é, garante a autarquia, “tornar o Pego do Inferno num parque visitável”.

“O primeiro passo para recuperar o local será retirar o que está danificado e depois teremos de ver as questões do que é propriedade pública e privada para verificar se é possível ou não fazer um parque visitável com nadador-salvador, um bar e muito mais condições”, afirmou ao POSTAL Jorge Botelho, presidente da Câmara de Tavira.

Em 2012 arderam 21.562 hectares durante mais de três dias

Foi em Julho de 2012 que as chamas dominaram o Pego do Inferno, deixando tudo à volta pintado de negro. Nesse ano arderam 21.562 hectares (um hectare é equivalente à área de um campo de futebol) durante mais de três dias. No Pego do Inferno a água deixou de ser limpa e os acessos foram encerrados por, depois de serem consumidos pelas chamas, não reunirem condições de segurança, que não se encontravam a cem por cento antes do incêndio devido a actos de vandalismo e utilização excessiva.

Durante quase quatro anos este lugar tem estado esquecido pelos responsáveis mas nunca pelos visitantes, que continuam a ser muitos. Arriscam um caminho desconhecido e infringem placas de proibição de acesso ao local, tudo isto na esperança de encontrar uma imagem que pertence, para já, ao passado.

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Projecto de criação de um parque vigiado no Pego do Inferno já remonta a 2012

A autarquia garantia à Lusa em 2012 que o projecto ideal para o Pego do Inferno seria a criação de um “museu vivo com acesso pago, de forma a que exista vigilância e limpeza permanentes”. Projecto que até este ano ainda não foi para a frente porque “uma mancha de terreno é pública e outra não é”, disse Jorge Botelho ao POSTAL, acrescentando que “o processo ainda está em equação e a primeira decisão tomada no sentido de o concretizar é a de retirar as estruturas antigas e queimadas”.

As estruturas de madeira e de ferro que dão acesso ao Pego vão começar a ser removidas

Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA) considera “importante e urgente recuperar o Pego do Inferno, de acordo com as melhores e as maiores regras de segurança”.

“Eu acredito nessa recuperação porque ela vem ajudar na oferta turística de Tavira, é mais uma opção para quem quer estar no Algarve, junto da natureza, num sítio bonito e tranquilo”, sugere o responsável pela RTA.

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