Tavira: Semear Saúde debate a naturopatia na saúde da criança hiperactiva

Tavira: Semear Saúde debate a naturopatia na saúde da criança hiperactiva

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A sessão apresentou uma abordagem naturopática como complemento à saúde da criança hiperactiva

“Alertar a população para outras causas do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperactividade [TDAH] que não são abordadas da forma como deviam” foi o objectivo da palestra conduzida por Vera Belchior, na tarde deste sábado, na Associação Semear Saúde, em Tavira.

A naturopata formada pelo Instituto de Medicina Tradicional (IMT) de Lisboa apresentou, perante cerca de duas dezenas de pessoas – entre as quais algumas ligadas à área da educação -, uma abordagem naturopática como complemento à saúde da criança hiperactiva. “O objectivo foi alcançado”, confessa ao POSTAL no final da sessão.

A palestrante lamenta que, por norma, não se faça “um despiste de uma investigação clínica adequada à criança para saber se existem outras situações que causam os sintomas que a criança apresenta ou não”.

Para os pais cujos filhos sofrem com este transtorno, Vera Belchior deixa o conselho: “Desligar televisões, computadores, telefones e outros aparelhos electrónicos, passar mais tempo de qualidade com o filho, nem que seja uma hora por dia, pô-lo a dormir a horas adequadas, cedo, dentro da rotina da família e ter cuidado com a alimentação”.

Vera Belchior
Vera Belchior
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Na opinião da naturopata, a prática de uma alimentação equilibrada é “fundamental”. “Numa criança hiperactiva que tem deficiência a nível dos neurotransmissores, a alimentação pode ajudar nesse campo, então é fundamental que faça parte do seu tratamento, principalmente para a promoção dos neurotransmissores, que é daquilo que se fala quando nos referimos ao Déficit de Atenção com Hiperactividade”, refere.

Contudo, a autora do livro “Nascer e crescer vegetariano”, que aborda a alimentação vegetariana nas crianças num ponto de vista “mais científico e técnico”, lamenta o facto de os “alimentos prejudiciais” serem os “mais prevalentes” na alimentação das crianças nos dias que correm, como são exemplo as gorduras saturadas, o excesso de proteína animal, o excesso de lacticínios e os aditivos. “Tudo o que se deve evitar”, reforça.

“As estatísticas mostram que muitas das crianças que estão rotuladas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperactividade não têm transtorno, têm é deficiências nutricionais ou traumas emocionais que se forem bem gerenciados conseguem melhorar os sintomas”, explica a palestrante.

Também as plantas medicinais “ajudam a gerir os sintomas”, tal como os fármacos, mas de uma forma “menos agressiva” e “com muito menos efeitos secundários”. Ainda assim, a naturopata lembra que “cada caso é um caso e cada criança deve ser avaliada de forma individual”. Uma avaliação que Vera Belchior defende que deve ser feita através de uma abordagem multidisciplinar. “As crianças que me chegam são diagnosticadas maioritariamente apenas por um profissional de saúde, seja psicólogo ou pediatra, quando a abordagem devia ser de equipa”, aponta.

A naturopata vai mais longe e sugere que as escolas ajudem no processo, uma vez que “os educadores são quem passa mais tempo com as crianças e são quem consegue dar informações ainda mais relevantes acerca dos sintomas que elas apresentam, do que propriamente os pais ou os profissionais de saúde, porque não é num gabinete ou em três ou quatro horas passadas por dia com a criança que se consegue ter a percepção exacta daquilo que elas passam”, remata.

Oxigenesis, uma experiência “para repetir”

Demonstração do método Oxigenesis

A Semear Saúde, parceira do método Oxigenesis, voltou a dar a conhecer o método de activação celular natural corporal e capilar com oxigénio 100% puro, disponível na associação.

“Gostei, é agradável, notei logo evolução, a pele ficou mais firme e hidratada”, afirma Ana Paula Pereira, depois de experimentar o método do qual “já tinha ouvido falar” mas que nunca tinha experimentado. “É para repetir”, garante. Uma intenção partilhada por Cláudia Carvalhinho que, “mesmo com tempo reduzido [sessão experimental]”, saiu convencida. “A nível de rugas e olheiras consigo perceber que resultou. Os cremes convencionais não resolvem nada, e esta pode ser uma boa experiência”, observa.

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