Câmara de Albufeira quer impedir aquacultura junto ao porto de abrigo

Câmara de Albufeira quer impedir aquacultura junto ao porto de abrigo

762
PARTILHE
O projecto, de natureza privada, está em fase de consulta pública até ao próximo dia 17
O projecto, de natureza privada, está em fase de consulta pública até ao próximo dia 17

A Câmara de Albufeira voltou a deliberar por unanimidade, em reunião do executivo do passado dia 7 de Fevereiro, contestar o pedido de instalação de uma exploração de aquacultura em mar aberto, ao largo do porto de abrigo da cidade, destinada à produção de ostras e vieiras.

A autarquia qualifica a iniciativa “contrária ao interesse público, considerando que o pedido deverá ser indeferido”.

O projecto, que é de natureza privada, está em fase de consulta pública que termina no próximo dia 17, pelo que a Câmara de Albufeira decidiu transmitir o teor da referida deliberação a várias entidades, nomeadamente à CCDR Algarve, ao Ministério do Mar, ao Ministério do Ambiente, ao Comandante do Porto de Portimão, à Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, à Agência Portuguesa do Ambiente, à AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, a todos os municípios da região e à Assembleia Municipal de Albufeira, no sentido de tentar inviabilizar a exploração de bivalves ao largo da costa, a 7,3 quilómetros a sudoeste do porto de abrigo da cidade.

Em Agosto tinha manifestado oposição à exploração de bivalves

- Pub -

Já no passado mês de Agosto a autarquia havia manifestado publicamente a sua clara oposição à exploração de bivalves em Albufeira, razão que levou o executivo liderado por Carlos Silva e Sousa a reiterar a deliberação tomada nessa altura, onde se refere que “tal estabelecimento contraria manifestamente o interesse público beneficiando, em exclusivo, interesses particulares”. O Município reforça agora a sua posição, referindo que a instalação tem consequências graves no ecossistema, uma vez que a estrutura em causa incide sobre uma zona de maternidade de diversas espécies e moluscos, para além de afectar uma área de interesse arqueológico marítimo bastante relevante.

A autarquia qualifica a iniciativa contrária ao interesse público
A autarquia qualifica a iniciativa contrária ao interesse público

Carlos Silva e Sousa destaca que “para além destes problemas, a decisão teve por base o manifesto conflito de usos ou actividades existentes no local, consideradas incompatíveis com este tipo de exploração, uma vez que irá colidir com a actividade de pesca artesanal, o turismo náutico e o intenso trafego marítimo na zona, com a agravante de condicionar o acesso de embarcações ao Porto de Abrigo e à Marina de Albufeira”. O autarca sublinha que Albufeira e o Algarve em geral, têm como principal actividade o Turismo, sendo precisamente

Facebook Comments

Comentários no Facebook