Greve de funcionários ‘é das maiores dos últimos tempos’ no Algarve

Greve de funcionários ‘é das maiores dos últimos tempos’ no Algarve

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A greve dos funcionários das escolas obrigou ao encerramento de metade dos estabelecimentos de ensino básico do concelho de Faro

A adesão dos funcionários das escolas na região do Algarve à greve desta sexta-feira é “das maiores dos últimos tempos”, com o concelho de Albufeira a ser um dos mais afectados.

Segundo disse à agência Lusa Rosa Franco, do Sindicato da Função Pública do Sul, em Albufeira “todas as escolas e jardins de infância encerraram”, com uma adesão à greve de 100%, mas nos restantes concelhos do Algarve os níveis de adesão também foram elevados, entre os 80% e os 90%.

“Há casos de escolas que funcionaram de manhã, mas que vão ter que encerrar no período da tarde, devido à falta de funcionários nos refeitórios e também para garantir a segurança dos alunos”, frisou a dirigente sindical.

A greve dos funcionários das escolas obrigou esta sexta-feira ao encerramento de metade dos estabelecimentos de ensino básico do concelho de Faro, afectando também o funcionamento de dezenas de escolas em Loulé, Silves, Portimão e Vila Real de Santo António.

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Em Faro, encerraram 11 das 23 escolas básicas do concelho, segundo informação recolhida pela Lusa junto de fonte da autarquia, mas as três escolas de ensino secundário existentes estão a funcionar a 100%.

Em Portimão, centenas de alunos ficaram esta sexta-feira sem aulas devido ao encerramento de 19 das 30 escolas e jardins-de-infância e, no concelho vizinho de Silves, estão fechados 17 dos 24 estabelecimentos escolares dos ensinos básico, secundário e jardins-de-infância.

As duas escolas secundárias existentes em Portimão não abriram portas, o mesmo sucedendo a cinco das sete escolas dos 2º e 3º ciclos, seis das nove do 1º ciclo e seis dos 13 jardins de infância do concelho.

Em Faro, o agrupamento mais afectado foi o de Montenegro, composto por quatro escolas, todas encerradas, e o Agrupamento de Escolas Afonso III, em que, das três escolas, uma encerrou e outra vai ter que encerrar no período da tarde.

Em Loulé, das 40 escolas do concelho fecharam 22, com oito dos estabelecimentos que abriram portas a funcionarem apenas parcialmente, disse à Lusa fonte da autarquia.

Das duas escolas secundárias existentes no concelho de Loulé, uma está a funcionar em pleno.

Em Vila Real de Santo António a greve de pessoal não docente também se fez sentir, com quase todas as escolas sem aulas por falta de condições para receber os alunos.

“Segundo informação dos agrupamentos, as escolas do concelho estão abertas, mas não existem condições para receber alunos, com excepção de uma sala do ensino pré-escolar, que está a funcionar com as crianças”, disse uma fonte da autarquia à Lusa.

Apesar de os professores poderem estar nos edifícios, à porta da escola do 2º ciclo D. José I, que é sede do agrupamento homónimo, assim como da Escola do 1º ciclo Professor Caldeira Alexandre, eram visíveis papéis com a inscrição “fechada por greve do pessoal não docente”, como constatou a Lusa no local.

Já na escola secundária de Vila Real de Santo António, a situação era ligeiramente diferente, porque as portas se mantiveram abertas, embora uma fonte do corpo docente tenha dito que não há aulas.

Os funcionários das escolas fazem esta sexta-feira greve para exigir, entre outros aspectos, a negociação da criação de uma carreira especial, mas também mais recursos humanos nas escolas, com os sindicatos a estimarem uma carência de, no mínimo, dois mil auxiliares.

Na quinta-feira, na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, depois de questionado pelos jornalistas, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, admitiu ser preciso reforçar ainda mais o pessoal não docente nas escolas.

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