Risco de infecção de gripe aviária no homem ‘é muito pequeno’

Risco de infecção de gripe aviária no homem ‘é muito pequeno’

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Foi proibido o comércio de aves em mercados rurais
Foi já proibido o comércio de aves em mercados rurais

A subdirectora geral da Saúde, Graça Freitas, disse hoje que o risco de infecção para o ser humano por gripe aviária “é muito pequeno” e que, para acontecer, tinha que passar primeiro das aves selvagens para as domésticas.

“O risco para o ser humano é muito pequeno, só muito raramente é que os vírus aviários passam a barreira das espécies e conseguem infectar os humanos”, disse aquela responsável à Lusa, na sequência da detecção de um caso de gripe aviária no Algarve.

De acordo com Graça Freitas, o tipo de vírus que foi detectado numa garça-real no concelho de Loulé, o H5N8, “é um dos muitos que vive na natureza” e que se hospeda nas aves, sobretudo nas aquáticas, sendo que existem apenas três tipos de vírus da gripe que infectam habitualmente a espécie humana.

“O que às vezes acontece é que [o vírus] pode passar das aves silvestres para aves domésticas e, nessa passagem, pode provocar doença e epizootias [o equivalente, na veterinária, a epidemias] nas aves domésticas”, explicou, sublinhando que em Portugal “nem sequer existe esse surto nas aves domésticas”.

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Detectada uma garça-real infectada com o vírus da gripe aviária

A Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária confirmou na terça-feira a detecção no Algarve de uma garça-real infectada com o vírus da gripe aviária, o que levou ao aumento do nível de alerta para a doença e ao reforço das medidas de protecção e vigilância na região.

Foi igualmente proibido o comércio de aves em mercados rurais, largadas de pombos, de espécies cinegéticas criadas em cativeiro e caça com negaças vivas.

Segundo o comunicado emitido pela Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), as freguesias de Almancil, em Loulé, e de Montenegro, em Faro, são consideradas zonas de restrição, sendo ali proibidas as movimentações de aves por um período de 21 dias, sem a autorização daquele organismo.

Nestas freguesias aplica-se ainda “a vigilância clínica a todas as explorações comerciais, de detenção caseira e de aves em cativeiro com eventual colheita de amostras”.

Nas zonas de maior risco para a gripe aviária são ainda proibidas “as concentrações de aves de capoeira e de outras aves em mercados, espectáculos, exposições e eventos culturais nos quais se utilizem aves, incluindo soltas de pombos”.

Nas explorações avícolas localizadas nestas zonas é proibida a manutenção de aves de capoeira ao ar livre.

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