Polis investe 8,5 milhões e avança com nova ponte na praia de...

Polis investe 8,5 milhões e avança com nova ponte na praia de Faro

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Requalificação da Ilha da Culatra pode vir a beneficiar de um financiamento comunitário de cerca de 850 mil euros
Requalificação da Ilha da Culatra pode vir a beneficiar de um financiamento comunitário de 850 mil euros

A Sociedade Polis da Ria Formosa aprovou hoje investimentos de 8,5 milhões de euros para melhorar acessos e requalificar espaços nas ilhas-barreira, entre eles a construção da nova ponte para a ilha de Faro, anunciou o Governo.

No conjunto das intervenções a realizar estão, além da “construção de uma nova ponte de acesso à praia de Faro”, a criação de “um cais de passageiros em Tavira” e “a requalificação da Ilha da Culatra, da praia do Ancão e da Avenida 5 de Outubro, em Olhão”, revelou o gabinete do ministro do Ambiente, na nota de imprensa que anunciou a decisão da Polis da Ria Formosa, após reunião em assembleia-geral.

O gabinete do ministro João Pedro Matos Fernandes precisou que o Estado é “o principal financiador” do montante global a ser gasto nestas intervenções, com uma contribuição de 4,6 milhões de euros, e o restante montante será coberto pelos outros “parceiros no financiamento”, nomeadamente as Câmaras municipais de Faro, Olhão, Tavira e Loulé e a empresa Docapesca.

“Prevê-se que o projecto de requalificação da Ilha da Culatra possa ser beneficiado com um financiamento comunitário de cerca de 850 mil euros”, sublinhou o gabinete do ministro.

Futura ponte permitirá melhorar a circulação de automóveis, peões e bicicletas

O Governo justificou a necessidade de avançar para a construção de uma nova ponte para a praia de Faro com as “fragilidades de difícil correcção” da travessia actual e considerou que o futuro acesso permitirá “melhorar a mobilidade, criando uma solução mista de circulação para automóveis, peões e bicicletas”.

O Governo também justificou a decisão de avançar com o projecto de requalificação da ilha da Culatra, que pertence ao concelho de Faro, com a necessidade de adoptar “medidas de recuperação do núcleo piscatório com a reabilitação das zonas degradadas, promovendo a qualidade de vida da população residente”.

“Destaca-se, entre outros, a criação de um parque de lazer e de uma doca seca, a valorização do largo igreja e a integração da zona adjacente ao cais de acostagem e interligação desta com núcleo habitacional”, acrescentou.

A mesma fonte referiu à Agência Lusa que a “intervenção em Tavira” visa “a substituição do actual cais de acostagem por outro, em betão armado, com as necessárias condições operacionais e de segurança”, enquanto na Praia do Ancão, no concelho de Loulé, é necessário “garantir a segurança e o conforto na utilização do espaço público e, ao mesmo tempo, proteger e recuperar o sistema dunar, disciplinando a circulação e estacionamento automóvel”.

A Sociedade Polis Ria Formosa tem competências nessa zona protegida do Algarve, uma das principais zonas húmidas de Portugal, utilizada por diversas espécies de aves para nidificar ou permanecer algum tempo no decurso das suas migrações.

A Ria Formosa abrange uma zona de litoral que se estende desde Cacela Velha, em Vila Real de Santo António, até à praia do Ancão, em Loulé, e caracteriza-se pela existência de vários núcleos habitacionais ao longo das ilhas-barreira que pertencem aos concelhos de Faro e Olhão.