Governo aposta na redução de deslocações dos doentes oncológicos

Governo aposta na redução de deslocações dos doentes oncológicos

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O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, revelou as apostas do Governo nesta área do Serviço Nacional de Saúde

O Governo informou hoje que está a criar um modelo na Radioterapia do Serviço Nacional de Saúde que vai evitar grandes deslocações e perdas de tempo aos doentes oncológicos.

O secretário de Estado da Saúde exemplificou com a região centro, que vai ganhar um serviço em Viseu, até agora inexistente naquela zona do país, e com Coimbra, que recentemente conquistou uma nova licença para um equipamento, elevando-se assim para três os aceleradores lineares (utilizados em medicina para tratamento de tumores com uso de radioterapia) no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Recorde-se que no Algarve, também recentemente, os serviços de radioterapia regionais, situados em Faro, puseram em funcionamento mais uma unidade de radioterapia, passando a região a contar com dois aparelhos.

Menos deslocações e maior eficiência nos tratamentos

O secretário de Estado sublinhou que o Governo pretende que o doente se desloque menos, admitindo que na região Centro ainda há deslocações penalizadoras, que serão atenuadas com o serviço em Viseu.

Manuel Delgado elogiou, por outro lado, a Radioterapia de Coimbra, revelando que os seis equipamentos existentes na cidade (três no CHUC e três no IPO) são os que apresentam maior rentabilidade a nível nacional, com mais exames por equipamento e praticamente sem tempos de espera.

O secretário de Estado sublinhou igualmente que o Governo está atento às estatísticas das doenças oncológicas e que, por isso, está a pensar a longo prazo com este investimento no setor.

Doentes com necessidade de tratamento por radioterapia estão a aumentar

Os números apontam para um crescimento de 1,5% ao ano do número de doentes com necessidades radioterapêuticas.

O presidente do CHUC, José Martins Nunes, explicou também à Lusa que a entrada em funcionamento do terceiro acelerador linear nos Hospitais de Coimbra é uma grande notícia para os doentes e também para a cidade, região e Serviço Nacional de Saúde.

Miguel Jacobetty, um dos responsáveis pelo serviço de Radioterapia do CHUC, explicou que o licenciamento do terceiro acelerador e a sua entrada em funcionamento permitirá uma maior rapidez no tratamento e outras comodidades aos doentes.

Único equipamento do país de tomoterapia é a jóia da coroa
Tomoterapia permite tratamentos mais eficientes e com menos efeitos colaterais
Tomoterapia permite tratamentos mais eficientes e com menos efeitos colaterais

Já no IPO, Manuel Delgado – que caracterizou a unidade hospitalar como uma pérola no panorama nacional – observou o equipamento de Tomoterapia, único no país – o mais próximo está localizado em Bruxelas – e que permite tratamentos mais extensos e com grande precisão, diminuindo em larga escala os efeitos secundários da Radioterapia.

A tomoterapia permite aplicação de tratamentos radioterapia helicoidal de maior rigor nas áreas irradiadas e com ajuste dinâmico das mesmas, diminuindo os ris cos associados aos tratamentos de radioterapia.

Nesta unidade, que hoje viu o nome de Manuel António L. Silva perpetuado no Hospital de Dia (foi presidente do Conselho de Administração de 1991 a 1993, e de 1995 a 2016), existem mais dois aceleradores lineares convencionais, que serão substituídos até final do ano, num investimento de cinco milhões de euros com capitais próprios do IPO e fundos europeus.

José Tereso, presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) reforçou a ideia do Governo de que o foco está no doente e defendeu a importância da partilha de recursos e equipamentos na região.

O vogal do Conselho de Administração do IPO, Carlos Santos, revelou que a estrutura tem em curso um investimento de 36 milhões de euros (ME), com 22 deles destinados a um novo edifício para áreas cirúrgicas.

O responsável destacou o equipamento de Tomoterapia (investimento de 2,5 ME; num total em Radioterapia de 4,5 em 2016), um aumento de 3,7 milhões de euros no capital estatutário, a ampliação do edifício de oncologia médica (1,7 ME) e os cinco milhões a investir em dois novos equipamentos ainda este ano.

(com Agência Lusa)

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