Se o seu joelho dói, pare e pense

Se o seu joelho dói, pare e pense

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A OPINIÃO de BEJA SANTOS Assessor do Instituto de Defesa do Consumidor e consultor do POSTAL
A OPINIÃO de BEJA SANTOS
Assessor do Instituto de Defesa do Consumidor e consultor do POSTAL

Nestes tempos em que a literacia em saúde progride a olhos vistos, dá gosto ver uma campanha sobre a dor do joelho tão bem feita: ojoelhodoi.pt, promovida pela Liga Portuguesa contra as Doenças Reumáticas (lpcdr.org.pt, telefone 213 648 776 e apoio ao doente pelo 965 609 940).

Falar nas dores no joelho é associar automaticamente às doenças reumáticas, as tais que são a primeira causa de dor e incapacidade: são responsáveis por entre 40 a 60% das situações de incapacidade física prolongada e perda de autonomia, estima-se que as reformas antecipadas por doenças reumáticas custam mais de 900 milhões de euros por ano. Quando comparadas com outros doentes crónicos, as pessoas com doenças reumáticas e músculo-esqueléticas reportam pior qualidade de vida.

E dor no joelho manifesta-se, por exemplo, com inflamação, inchaço, bloqueio de movimentos ou rigidez. Se o seu joelho dói, pare e pense: o que começa com um pequeno desconforto pode transforma-se, rapidamente, num problema incapacitante que o impede de realizar as suas actividades diárias. Isto para dizer que é preciso identificar os potenciais factores de risco, perceber problema e pedir ajuda. É pois necessário preparar a visita ao médico: descrever o histórico clínico; definir há quanto tempo sente dor; indicar a área afectada; descrever o que sente. Se comunicar bem, o seu médico encontra mais facilmente resposta para as causas do seu problema, mandará fazer exames e proporá a terapêutica adequada.

Não esqueça que o joelho é a maior e mais forte articulação do corpo, formado pela extremidade inferior do osso da coxa (fémur), pela extremidade superior do osso da perna (tíbia) e pela rótula. No ponto em que se tocam, os três ossos são cobertos por uma substância lisa que os protege e amortece, a cartilagem. Seguramente que o médico quererá saber se houve algum acidente recentemente, se houve leão na prática de actividade física. E procurará apurar outras causas não traumáticas, como é o caso da osteoartrose, dar artrite reumatóide ou gota por exemplo. São doenças crónicas, umas degenerativas, outras não, umas ligadas ao joelho e outras não. A osteoartrose manifesta-se por uma degradação gradual da cartilagem; a condromalacia é uma doença crónica que causa um amolecimento anormal e degradação da cartilagem, está muito associada à utilização excessiva do joelho (desportos de corrida ou salto), fraqueza muscular ou lesões traumáticas.

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É dever do doente actuar com prontidão, serenidade e boa preparação da consulta: um diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença. Numa fase inicial consulta-se o médico de família que, consoante a observação e diagnóstico encaminhará o doente para uma das seguintes especialidades: ortopedia e traumatologia; reumatologia; medicina física e de reabilitação (também chamada fisiatria), fisioterapia e nutrição (é essencial conhecer os alimentos e seguir uma alimentação equilibrada para prevenir determinados problemas com o excesso de peso.

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