Uma em cinco farmácias em insolvência ou penhora

Uma em cinco farmácias em insolvência ou penhora

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Nos últimos cinco anos, as farmácias em insolvência ou penhora subiram 145%

Uma em cada cinco farmácias portuguesas está em situação de insolvência ou penhora, o que representa quase 600 estabelecimentos, segundo dados oficiais da Associação Nacional de Farmácias (ANF).

O barómetro do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde feito para a ANF, a que a Agência Lusa teve acesso, analisa a situação das farmácias desde final de 2012 até Abril deste ano, englobando ao todo mais de 2.900 estabelecimentos.

Em quatro anos e meio, registou-se um aumento de 247% no número de insolvências, o que significa que se passou de 61 farmácias com registo como insolvente em 2012 para 212 em Abril de 2017, ou seja, um acréscimo de 151 farmácias.

Nesta análise são consideradas insolventes as farmácias que apresentaram ou requereram insolvência e as que estão em processo especial de revitalização.

Também o número de penhoras aumentou nos últimos quatro anos e meio (110%), passando de 180 em Dezembro de 2012 para 379 em Abril deste ano.

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Tendo em conta o total de farmácias da rede nacional, há 20,1% de unidades com acções de insolvência ou penhora.

Nos últimos cinco anos, as farmácias em insolvência ou penhora subiram 145%.

Só nos primeiros quatro meses deste ano, sete farmácias entraram em insolvência e 16 foram alvo de penhoras.

Numa análise distrital, o barómetro mostra que quase todos os distritos de Portugal (19) têm mais de 10% das suas farmácias com acções de insolvência ou penhora.

Portalegre surge como o distrito com maior percentagem, com mais de 32% de farmácias naquelas condições. Segue-se a Guarda (27%), Setúbal (26,9%), Beja (26,8%) e Lisboa (25.9%).

Faro, Santarém e Viseu registam também mais de 20% de farmácias em acções de insolvência ou penhora.

Évora é o único distrito com menos de 10% de farmácias naquelas condições.

Num comentário a estes dados, a ANF diz, em comunicado, que “as dificuldades económicas do sector colocam em causa a cobertura farmacêutica nacional, a rede de saúde de proximidade à população e o acesso ao medicamento”.