Aurea quer todos a cantar em Tavira

Aurea quer todos a cantar em Tavira

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Aurea dará concerto em Tavira no próximo dia 8 de Agosto

É uma das vozes mais conhecidas da cena musical nacional e move com as suas interpretações uma verdadeira legião de fãs. Dez anos depois de ter lançado o álbum de estreia homónimo, a artista é uma constante no maistream da música portuguesa e um nome incontornável.

Dona de um estilo pessoal e inconfundível que desde sempre se encontra marcado pelas heranças de influências onde pontuam o gospel, a soul, R&B e o jazz, há uma sonoridade única que a torna numa intérprete de raras qualidades.

Num fulgurante percurso que soma apenas uma década, Aurea tornou-se numa Senhora da música portuguesa cantada em inglês e soma sucessos e prémios que mais não são que o produto de um trabalho aturado aliado a um dom precioso, o de uma voz inconfundível que alia o charme e o timbre aveludado numa aliança perfeita talhada para a sedução.

No próximo dia 8 de Agosto Aurea vai marcar presença em Tavira num concerto inserido no programa de animação da autarquia para a época estival ‘Verão em Tavira’.

O Cultura.Sul tem convites duplos para oferecer num passatempo em que pode participar a partir de hoje.

Cultura.Sul (CS) – Dez anos depois de deixar o percurso que prometia levá-la à carreira de actriz a música é uma aposta pessoal ganha?

Aurea (A) – Sem dúvida. Não podia estar mais realizada.

As melhores coisas na vida, por vezes acontecem quando não estamos à espera e sem aviso. Foi assim o meu percurso na música a partir do primeiro disco. Mas, em relação à carreira de actriz, por vezes ainda penso nisso, nem que seja durante as filmagens dos vídeoclips… (Sorrisos)

(CS) – Perdeu-se em definitivo uma actriz para os palcos portugueses?

(A) – Não. Nunca se sabe que surpresas podem surgir.

(CS) – Há um lado de performance cénica nos concertos, o palco é o seu espaço natural ou apenas um dever de promoção de uma cantora que se sente mais confortável em estúdio?

(A) – O palco é cada vez mais o meu espaço de eleição! Definitivamente.

Gosto muito das sessões de estúdio, gravações, ensaios, composição… Mas a interacção com o público, conseguir levar a minha música e mensagem ao Público, é o que dá grande parte do sentido de tudo isto!

(CS) – Muitas das influências musicais que assume ter são vozes que estão entre o que de melhor a história da música produziu, como se gere uma herança de tal gabarito cantando num país sem grandes tradições nesses géneros musicais?

(A) – Humm… Bem, até agora as coisas têm corrido bem! (Sorrisos)

Provavelmente existe mais apetência para os géneros musicais que refere do que a ideia que aquilo que acreditamos! Além disso, provavelmente existe um reconhecimento natural do público pelo verdadeiro talento de vozes extraordinárias, independentemente do género musical.

(CS) – Há temas que marcam a sua carreira de forma incontornável, como Busy (For me) ou Scratch My Back. Estas são escolhas pensadas para singles de grande impacto junto do auditório, mas são também os seus temas preferidos?

(A) – São temas que gosto, isso é incontornável, mas tenho outros temas que gosto ainda mais.

O facto de serem singles e, supostamente mais apetecíveis para o público em geral, não os transforma em músicas menos pensadas ou mais fáceis, foram como cartões de visita para apresentação de dois álbum distintos.

(CS) – Em Restart que descrição faz da sonoridade conseguida ao lado de músicos de renome mundial?

(A) – Estou muito contente com a sonoridade obtida e creio que existe uma evolução notória em relação aos discos anteriores. Isso percebe-se logo na primeira audição.

A produção é bem robusta e os músicos de excelência que trabalharam neste disco, contribuíram certamente para um som mais cheio e complexo.

(CS) – Há no disco uma reinvenção da linha musical que a levou ao reconhecimento junto de milhares de ouvintes?

(A) – É normal que existam sempre transformações de disco para disco. Foi o que aconteceu neste caso.

(CS) – Como foi cantar lado-a-lado com Enoque o tema I Feel Love Inside?

(A) – Foi um grande prazer, estou muito contente por o ter convidado para cantar comigo neste novo single.

O Enoque é um jovem talento com um grande futuro à sua frente.

(CS) – Em Tavira, a 8 de Agosto, o que pode o público esperar  do concerto que decerto atrairá pessoas de todo o Algarve e de todo o país que estão na região por esta altura?

(A) – Muita energia em palco, vários singles para cantarmos todos juntos e um espectáculo que eu e a banda estamos desejosos de realizar.

(Artigo publicado no Caderno de Artes Cultura.Sul)

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