Leitura da semana: A minha Pátria é Moçambique, Tânia Reis Alves

Leitura da semana: A minha Pátria é Moçambique, Tânia Reis Alves

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A proposta de leitura de Paulo Serra para esta semana. A rubrica Leitura da Semana é publicada semanalmente, à terça-feira. Paulo Serra é doutorado em Literatura na Universidade do Algarve e investigador do CLEPUL
A proposta de leitura de Paulo Serra para esta semana.

A rubrica Leitura da Semana é publicada semanalmente, à terça-feira.

Paulo Serra é doutorado em Literatura na Universidade do Algarve e investigador do CLEPUL

«Houve um momento fundador em que um Moçambique morreu para dar vida a um outro. Moçambique foi recém-nascido. Naquela noite chuvosa de 25 de Junho de 1975, o futuro chegava finalmente.» (p. 12), escreve a autora na sua nota introdutória deste livro da Guerra & Paz onde faz um sumário do que se passou no país após a independência. Com a missão de «primeiro descobrir para depois contar como tinham sido essas últimas quatro décadas de liberdade», a autora reúne oito entrevistas de diversas personalidades que lhe «pareceram dignas de registo», exemplificativas ou ilustrativas desta nação emergente. Os testemunhos aqui reunidos datados de 2015 e que dão uma perspectiva intimista da transformação do país são os do General Raimundo Pachinuapa, guerrilheiro da FRELIMO, do escritor Mia Couto, Joaquim Chissano, que sucedeu a Samora Machel na Presidência durante 18 anos, Afonso Dhlakama, líder da RENAMO, Lutero Simango, um dos filhos de Uria Simango, Naguib Elias, para muitos o mais importante artista plástico moçambicano, a activista Alice Mabota, e o realizador brasileiro Licínio de Azevedo que documentou Moçambique em mais de 40 documentários.

A autora de 'A Minha Pátria é Moçambique'
A autora de ‘A Minha Pátria é Moçambique’

Tânia Reis Alves nasceu em 1984 em Oeiras e licenciou-se em Jornalismo, profissão que exerce desde 2006. No final da licenciatura foi convidada a colaborar com o Jornal de África, suplemento mensal que antes acompanhava o jornal Público. Colaborou depois com a RTP África, como coordenadora dos programas Latitudes e Rumos, sobre a cultura africana em Portugal, e como jornalista e produtora do Mar de Letras, sobre literatura lusófona. Descobriu o país em 2013, tendo voltado mais duas vezes, a última em 2015, período em que passou algum tempo em Moçambique. Produziu também a série documental Ecos da Independência.

A capa do livro proposto por Paulo Serra esta semana
A capa do livro proposto por Paulo Serra esta semana

Talvez se justificasse nesta obra uma conclusão ou um testemunho da própria autora que entretecesse os vários depoimentos, bem como uma apreciação da realidade moçambicana.

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