Projecto ibérico avalia risco sísmico nas escolas do Algarve e de Huelva

Projecto ibérico avalia risco sísmico nas escolas do Algarve e de Huelva

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O custo estimado do projecto é de 536 mil euros.

Portugal e Espanha estão a desenvolver um projecto para avaliar o risco sísmico do parque escolar do ensino básico no Algarve e na província de Huelva, que prevê aplicar 500 mil euros até 2019, disse o coordenador.

O projecto, coordenado pela Universidade do Algarve (UAlg), arrancou há um mês com o início do levantamento de um total de 300 escolas, nas duas regiões, com o objectivo de avaliar não só a vulnerabilidade das construções, mas também de informar crianças e professores sobre como agir em caso de sismo.

Segundo disse o coordenador, João Estevão, à Agência Lusa, esse trabalho visa também “identificar nas salas de aula possíveis perigos”, já que “um simples móvel ou um vaso” podem representar um factor de risco embora, muitas vezes, as pessoas estejam mais preocupadas com a estrutura do edifício.

“A questão estrutural é muito importante e é o que origina mais vítimas em caso de colapso, mas, não existindo o colapso do edifício, podem ocorrer mortes devido à queda de elementos não estruturais””, sublinhou, observando que existem medidas que, se forem tomadas, “podem salvar muitas vidas, sem qualquer impacto em termos económicos”.

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De acordo com João Estêvão, a escolha da comunidade escolar e das crianças do ensino básico como público alvo deste projecto deve-se não só ao facto de ser uma faixa etária mais vulnerável, mas também porque o Estudo do Risco Sísmico e de Tsunamis do Algarve, de 2007, não contemplou a especificidade deste tipo de escolas.

“Há desde construções bastante modernas, que em princípio cumprem os regulamentos e as normas de segurança, a construções antigas, das décadas de 1940 ou 1950, quando ainda não existiam regulamentos para construção resistente a sismos, que são a nossa maior preocupação”, observou.

Projecto envolve as universidades do Algarve e de Sevilha

O último regulamento nesta matéria em Portugal remonta à década de 1980 e, para João Estêvão, já está “algo desactualizado”, não só porque, entretanto, o conhecimento evoluiu bastante, como pelo facto de haver sempre um “desfasamento de dez ou quinze anos” entre o início da pesquisa para a elaboração do regulamento e a sua publicação.

Com este projecto pretende-se também desenvolver um portal digital de avaliação de todas as escolas, assim como uma aplicação informática com um “ranking” da vulnerabilidade das escolas que poderá ser utilizado livremente pelas autoridades locais do Algarve e Huelva envolvidas.

Outros dos objectivos é propor medidas de reabilitação sísmica para as escolas avaliadas, por enquanto, apenas na rede pública, referiu.

O projecto envolve as universidades do Algarve e de Sevilha, as autoridades nacionais de protecção civil de Portugal e Espanha e a Comunidade Intermunicipal do Algarve.

O custo estimado do projecto – intitulado Projecto de Escolas Resilientes aos Sismos no Território do Algarve e de Huelva (PERSISTAH) – é de 536 mil euros.

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