Almargem quer acabar com exercícios militares na Ilha da Culatra

Almargem quer acabar com exercícios militares na Ilha da Culatra

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Qualidade de vida dos cidadãos e vocação da ilha para actividades piscatórias e um ecoturismo sustentável são incompatíveis com estas acções

A Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve considera inadmissível “que a Ilha da Culatra, em pleno Parque Natural da Ria Formosa e Sítio Rede Natura 2000, passe novamente a ser alvo de exercícios militares com desembarque de fuzileiros em embarcações de alta velocidade, operações com fogo real e inactivação de explosivos. A qualidade de vida dos cidadãos e a vocação da Ilha da Culatra para as actividades piscatórias e para um ecoturismo sustentável são absolutamente incompatíveis com estas acções”.

Quando no início do Verão de 1995 a Almargem impediu que a Marinha portuguesa procedesse a mais um exercício de inactivação de engenhos explosivos no chamado ‘polígono de tiro’ da Ilha da Culatra, “ficou aparentemente assegurado que a área já não seria utilizada para esse fim, na sequência do diálogo que na altura foi possível encetar com as autoridades marítimas”.

Passados 22 anos, os rebentamentos e os exercícios militares estão de regresso, “de acordo com as recentes declarações do chefe de estado-maior da Armada”, presente nos Hangares para uma cerimónia de comemoração do centenário da aviação naval, organizada pelos residentes locais.

A Associação Almargem “compreende que a reabilitação do cais militar e a sua parcial utilização por embarcações civis, tenha caído bem junto da população dos Hangares, tendo em conta que desde há muitas décadas, e justamente por imposição da Marinha, as pessoas tinham de se deslocar a pé até aos cais do Farol ou da Culatra para embarcarem. Também se entende correcto que a presença permanente de militares nesta zona possa ter uma influência positiva sobre a neutralização do tráfico de droga e outras actividades ilegais. Resta saber que influência esta nova situação terá na política de demolições actualmente em vigor por parte do Governo”.

A Almargem fica à espera de uma posição mais clara por parte do Governo, em particular do Ministério do Ambiente e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas acerca desta situação. “Caso nada seja feito para impedir mais este potencial atentado às áreas protegidas de âmbito nacional e europeu, a Almargem vai apresentar uma queixa formal perante a Comissão Europeia”.

(com Almargem)

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