Autoridade Marítima alerta sobre cuidados a ter com águas-vivas e caravelas-portuguesas

Autoridade Marítima alerta sobre cuidados a ter com águas-vivas e caravelas-portuguesas

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Capitao Porto
Pedro Luís Fernandes da Palma, capitão do porto de Vila Real e Tavira

No seguimento do esforço de sensibilização que tem vindo a realizar junto da comunidade balnear sobre os cuidados a ter nas praias e zonas do Domínio Público Marítimo, a Autoridade Marítima reforça o alerta à população para os cuidados a ter com as águas-vivas e caravelas-portuguesas, indicando como proceder em caso de avistamento ou contacto com estes animais.

Também conhecidas como medusas ou alforrecas, as águas-vivas são animais gelatinosos que vivem no mar, na coluna de água ou à superfície, e que podem ter diferentes tamanhos, formas e cores. Têm tentáculos que podem libertar um líquido potencialmente urticante e perigoso, veneno que serve para paralisar pequenos animais, dos quais se alimentam, ou para funcionar como mecanismo de defesa.

O contacto com uma água-viva pode produzir irritação na pele e até queimaduras ou outras reacções graves e prejudiciais.

Tentáculos da caravela-portuguesa podem atingir os 30 metros

A caravela-portuguesa tem o nome científico de ‘Physalia physalis’ e vive na superfície do mar graças ao seu flutuador cilíndrico azul-arroxeado cheio de gás. Os tentáculos podem atingir 30 metros e o seu veneno é muito perigoso.

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Quando o banhista avistar este tipo de animal deve afastar-se e evitar o contacto. Se sentir uma picada deve sair rapidamente da água e dirigir-se de imediato ao nadador-salvador.

Os sintomas da picada são a dor forte, a sensação de queimadura (calor/ardor) no local e ainda irritação, vermelhidão, inchaço e comichão. Algumas pessoas especialmente sensíveis às picadas e venenos podem ter reacções alérgicas graves como falta de ar, palpitações, cãibras, náuseas, vómitos, febre, desmaios, convulsões, arritmias cardíacas e problemas respiratórios. Nestes casos devem ser encaminhadas de imediato para o serviço de urgência.

Saiba como proceder em caso de contacto com águas-vivas

No caso de haver contacto com águas-vivas, deve ter em conta os seguintes conselhos para prestar os primeiros socorros:

  • não esfregar ou coçar a zona atingida para não espalhar o veneno;
  • não usar água doce, álcool ou amónia;
  • não colocar ligaduras;
  • lavar com cuidado com a própria água do mar;
  • retirar com cuidado os tentáculos da água-viva, caso tenham ficados agarrados à pele, utilizando luvas, uma pinça de plástico e soro fisiológico ou água do mar;
  • se possível, aplique bicarbonato de sódio misturado em partes iguais com água do mar;
  • aplicar frio (água do mar gelada ou bolsas de gelo) no local atingido para aliviar a dor (o gelo não pode ser aplicado directamente na pele, deve ser enrolado num pano);
  • tomar um analgésico para aliviar a dor;
  • aplicar uma camada fina de pomada própria para queimaduras.
Descubra o que fazer em caso de contacto com uma caravela-portuguesa

No caso de haver contacto com caravela-portuguesa, deve proceder da seguinte forma:

  • não esfregar ou coçar a zona atingida para não espalhar o veneno;
  • não usar água doce, álcool ou amónia;
  • não colocar ligaduras;
  • lavar com cuidado com a própria água do mar;
  • retirar com cuidado os tentáculos da água viva (caso tenham ficados agarrados à pele) utilizando luvas, uma pinça de plástico e soro fisiológico ou água do mar;
  • aplicar vinagre no local atingido;
  • aplicar bandas quentes ou água quente para aliviar a dor;
  • consultar assistência médica o mais rapidamente possível.

(Autoridade Marítima)

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