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Época mais crítica de incêndios termina com maior área ardida da última década e 64 mortos

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Durante a fase ‘Charlie’ estiveram envolvidos 9.740 operacionais e 2.065 viaturas

A época mais crítica em incêndios florestais termina no sábado com mais de 230 mil hectares de área ardida, a maior da última década e a terceira desde que há registos, e a morte de 64 pessoas em Pedrógão Grande.

A fase ‘Charlie’, em que o dispositivo está na sua máxima força, começou a 1 de Julho, mas os meios de combate tiveram que ser reforçados devido ao incêndio de Pedrógão Grande, que a 17 de Junho provocou a morte de 64 pessoas e ferimentos em 200, além de ter afectado cerca de 500 habitações.

Este incêndio durou uma semana e alastrou aos concelhos vizinhos de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Góis, tendo consumido mais de 27 mil hectares de floresta.

Dos 64 mortos, 33 morreram a fugir do incêndio na Estrada Nacional 236-1, via que não foi cortada pela GNR.

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Na justiça decorre um processo criminal e ainda não estão concluídos os vários estudos, pareceres e inquéritos, nomeadamente o relatório da comissão técnica independente, criada pelo parlamento e composta por 12 especialistas, segundo noticia a Agência Lusa.

Fogo que provocou maior área ardida registou-se em Castelo Branco

No incêndio de Pedrógão Grande registaram-se falhas no funcionamento do SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal), interrupções que voltaram a acontecer este verão nos fogos de Alijó, Abrantes, Mealhada, Cantanhede e no distrito de Castelo Branco.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) falou sempre em “falhas pontuais”, mas a ministra da Administração Interna já anunciou que vai penalizar o consórcio SIRESP por “falhas de disponibilidade e de desempenho” durante o incêndio de Pedrógão Grande.

O fogo que provocou maior área ardida este ano registou-se no distrito de Castelo Branco, teve origem no concelho da Sertã e consumiu 29.758 hectares de espaços florestais.

Durante a fase ‘Charlie’ estiveram envolvidos 9.740 operacionais e 2.065 viaturas, apoiadas por 48 meios aéreos e 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

Os meios de combate vão ser reduzidos a partir de domingo com a entrada da fase ‘Delta’, que termina a 31 de Outubro, mobilizando 5.518 elementos e até 1.307 veículos.

Nesta fase os meios aéreos são 22 até 5 de Outubro, 18 até 15 de Outubro, e dois até 31 de Outubro, podendo ser reforçado até um máximo de oito, sendo seis da frota do Estado.

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