João Vasconcelos é a escolha do BE para Portimão

João Vasconcelos é a escolha do BE para Portimão

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Aos 61 anos João Vasconcelos candidata-se a presidente da Câmara de Portimão onde é actualmente vereador

É um dos rostos mais conhecidos dos algarvios na luta por causas políticas regionais. A luta nas ruas do Algarve pelos temas mais quentes da agenda regional valeram-lhe o respeito de muitos e é o rosto escolhido pelo BE para liderar a corrida à cadeira do poder em Portimão.

João Vasconcelos, actual deputado à Assembleia da República eleito pelo círculo do Algarve, quer outra solução para a Câmara de Portimão no que respeita à forma como a Câmara se vinculou ao Fundo de Apoio Municipal (FAM).

Aos 61 anos, o professor, faz-se às urnas para no mínimo garantir o lugar na vereação.

As respostas do candidato às perguntas do POSTAL
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O professor é deputado à Assembleia da República eleito pelo círculo do Algarve nas listas do BE

Postal (P): Quais as razões determinantes para que se candidate à Presidência da Câmara?
João Vasconcelos (JV): Fundamentalmente, considero que é um imperativo de consciência e um dever de cidadania lutar por uma nova agenda autárquica, alternativa aos desmandos e gestão ruinosa que têm grassado em Portimão nas últimas décadas por acção da governação municipal praticada pelo Partido Socialista e que completa este ano 41 anos de poder seguidos – neste último mandato em aliança com o PSD para ter maioria absoluta.

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Uma nova agenda autárquica que tenha em conta os direitos de cidadania, a participação popular, a transparência e a luta contra a corrupção, os direitos sociais, a justiça fiscal, o respeito pelas minorias, a defesa dos mais débeis e necessitados, a defesa do espaço público e a resposta aos novos desafios ambientais.

Foi o PS que colocou Portimão na ruína e tem castigado duramente os Portimonenses, logo não será o PS que irá tirar Portimão dessa mesma ruína e degradação. 

P: Na sua opinião quais são os problemas fundamentais do concelho?
JV: A nível social, torna-se imperioso reforçar os apoios sociais às famílias em dificuldades; implementar um programa de habitação social e uma bolsa municipal de habitação para arrendamento a preços controlados; uma maior inclusão social das pessoas com deficiência no acesso à educação, à habitação e na mobilidade; criar de bancos de manuais escolares e a gratuitidade dos manuais escolares para os alunos do 2.º ciclo; melhorar os serviços públicos do transporte público Vai-Vem.

A nível fiscal começar pela devolução dos valores cobrados injustamente a todos os que pagaram a Taxa Municipal de Protecção Civil; renegociar os empréstimos do Fundo de Apoio Municipal, baixando assim as elevadas taxas de IMI, água, saneamento e outros impostos e tarifas municipais.

No âmbito do emprego e desenvolvimento, acabar com a precariedade laboral nos serviços municipais, falta apostar na reabilitação urbana, na requalificação do porto de cruzeiros e na recuperação do pequeno comércio.

João Vasconcelos - BE
João Vasconcelos quer aliviar a pressão exercida pelos compromissos com o FAM nas contas camarárias e nos bolsos dos portimonenses

P: A sua candidatura é a melhor opção para dirigir os destinos da Câmara porquê?
JV: Eu e a equipa que está comigo, do Bloco e muitos independentes, colocamos sempre as pessoas em primeiro lugar.

A experiência é uma mais-valia, tenho provas dadas como vereador, como deputado e na actividade cívica, e os Portimonenses conhecem-me e sabem que tenho estado sempre ao seu lado.

Uma das grandes lutas que se travaram em Portimão ocorreu no início deste mandato autárquico, em 2014, quando a Presidente de Câmara impôs a ilegal taxa municipal de protecção civil aos Portimonenses, já duramente atingidos pela crise com as taxas e impostos no máximo. Orgulho-me de ter estado à frente dessas lutas, juntamente com muitas outras pessoas. A situação atingiu tal amplitude que a Presidente se viu compelida a acabar com a taxa, quando era para durar durante 27 anos, o tempo de duração do Fundo de Apoio Municipal.

Também tenho provas dadas nas lutas contra as portagens na Via do Infante, nas lutas em defesa do SNS no Algarve, nas lutas contra a pesquisa e exploração de petróleo, etc.

P: Quais as grandes propostas diferenciadoras da sua candidatura face às dos restantes candidatos?
JV: Uma grande diferença tem a ver com a aposta e o reforço dos apoios àqueles que mais precisam, no apoio à habitação social e que é uma grave carência no concelho. Por outro lado, as casas camarárias encontram-se terrivelmente degradadas, não há requalificação há quase 10 anos e as pessoas encontram-se completamente abandonadas. Propomos um programa para a requalificação dos bairros periféricos da cidade, incluindo os espaços exteriores que se encontram degradados.

Também pretendemos eliminar a precariedade nos serviços municipais, tornar Portimão a primeira cidade do Algarve livre de parquímetros pagos, começando pelos residentes, tomar medidas junto do governo para o desassoreamento do rio Arade, acabar com as portagens no Algarve e melhorar a saúde pública no Hospital do Barlavento.

Finalmente, melhorar a condição e o bem-estar animal, e tornar Portimão um concelho promotor do “Desporto para a Saúde”, isentando os praticantes, ou cobrando valores simbólicos.

P: As duas primeiras medidas estruturantes a avançar caso vença as eleições, quais serão?
JV: Uma das grandes medidas estruturantes para a cidade e o concelho será um grande empenho e trabalho junto do governo e de outras entidades para a requalificação do porto de cruzeiros. A Câmara também teria de criar condições para essa requalificação, nomeadamente a nível dos arranjos dos espaços exteriores do porto que se encontram completamente ao abandono. Não se percebe que a autarquia, sob o mandato de vários executivos PS nada tenha feito nesta matéria.

A requalificação do porto de cruzeiros terá um forte impulso económico a nível do emprego e do turismo, catapultando Portimão a nível de desenvolvimento e gerador de mais riqueza, não só para o concelho, mas também para toda a região.

Uma outra medida estruturante será, como disse, a nível da habitação. Não só a nível social, mas incrementando uma bolsa de arrendamento a preços controlados para os jovens e para outras famílias com dificuldades.

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