Grandiosa pequenez

Grandiosa pequenez

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A OPINIÃO de ANA AMORIM DIAS Escritora www.anaamorimdias.blogspot.com anamorimdias@gmail.com
A OPINIÃO de ANA AMORIM DIAS
Escritora;
www.anaamorimdias.blogspot.com;
anamorimdias@gmail.com

Há pequenos, médios e grandes… mas não, não falo de falos nem de homens; falo de pessoas e essas, não se iludam por favor, jamais se medirão a palmo.

Pequenos, médios e grandes… ou se calhar nem por isso: talvez se possa dizer que apenas há dois tamanhos para o carácter do Homem: grandioso e pequenino.

Há os que se prendem por tudo, tropeçam em cada vírgula, e só conseguem ver pelos seus olhos. Pequenos, tão pequeninos, os que não perdoam e usam o “sempre” e o “nunca” com a soberba de uma certeza que não é possível ter. Melindrados, ansiosos, egocêntricos e mesquinhos; para os seres pequeninos os horizontes terminam na ponta das unhas dos pés e o universo gira gravitando em seu redor; terão alguma noção de quão patéticos são?

Os donos da pequenez são soberbos, sempre donos da razão e tão melhores que os demais; são nascentes de problemas e geradores de conflitos, barricados no deserto evolutivo e na tremenda ignorância de quem crê já saber tudo… A pequenez grassa, infeliz e descontroladamente, ocupada com a vida alheia e viciada na maledicência, fazendo crescer sem parar as hordas de gente que emprenha pelos ouvidos e se deixa controlar por fobias, apatias e tantas patologias só por não pensar por si só.

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