Assédio sexual: Sofrer em silêncio não é solução

Assédio sexual: Sofrer em silêncio não é solução

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A OPINIÃO de PEDRO ESTEVES; Psiquiatra na Unidade Psiquiátrica Privada de Coimbra; email: geral@uppc.pt
A OPINIÃO de PEDRO ESTEVES;
Psiquiatra na Unidade Psiquiátrica Privada de Coimbra;
geral@uppc.pt

O assédio sexual consiste em comportamentos de sedução ou coação que criam na vítima uma sensação intimidante, humilhante ou ofensiva. Pode ser posto em prática através de convites inapropriados de cariz sexual, promessas de futuras recompensas em troca de favores sexuais, insinuações, ameaças veladas ou mesmo avanços sexuais explícitos.

Pode ocorrer em qualquer lugar, na rua, na escola, no trabalho ou até na própria casa e em todos os estratos sociais, desde uma pequena fábrica à indústria de Hollywood. Hoje em dia pode até ocorrer na ausência física do agressor, como acontece com as interações sociais online.

Frequentemente o agressor tem uma posição de poder ou autoridade sobre a vítima seja pela idade, relações sociais, educacionais ou profissionais. No entanto, pode ser qualquer pessoa, independentemente do sexo e ter com a vítima qualquer tipo de relação (desde patrão a cliente, familiar a desconhecido). A vítima fica muitas vezes constrangida e incapaz de se defender do agressor o que perpetua a situação.

Cerca de 13% da população ativa em Portugal já sofreu, pelo menos uma vez, de assédio sexual no trabalho, tendo sido as mulheres as principais vítimas. O trabalho é um dos locais com maior frequência de assédio sexual, o que conduz a um ambiente hostil, à diminuição do funcionamento da vítima com ausências ou perda do emprego e destruturação das suas relações familiares.

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