Charolas voltam a Faro para dar as boas vindas a 2018

Charolas voltam a Faro para dar as boas vindas a 2018

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Tradição associada aos festejos de Ano Novo regressa a Faro para o 37º encontro

O Teatro Municipal de Faro recebe, no dia 7 de Janeiro, o 37.º Encontro de Charolas da Cidade de Faro, cumprindo-se mais uma vez esta tradição associada aos festejos de Ano Novo, com forte implantação no concelho.

Esta 37ª edição do encontro conta com a participação de 12 grupos de charolas, vindos de diversos pontos do concelho:

  • Charola da Sociedade Recreativa Bordeirense;
  • Charola Flor de Liz;
  • Charola Aldeia Branca de Estoi;
  • Charola Juvenil de Bordeira;
  • Charola da Casa do Povo da Conceição de Faro;
  • Charola Ossonoba de Estoi;
  • Charola Flor Oriental;
  • Charola Amizade Estoiense;
  • Charola Mocidade União Bordeirense;
  • Charola A Democrata;
  • Charola Juventude União Bordeirense;
  • Charola União Bordeirense.

Cada grupo actua durante 30 minutos, prometendo alegria, boa disposição e cantares tradicionais, dando também espaço ao despique e à improvisação. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala, e o espectáculo, com duração aproximada de seis horas, terá início às 14.30 horas.

Autarquia quer preservar uma das tradições culturais mais significativas do concelho

As charolas, cuja actuação pública decorre durante os primeiros dias de cada ano, são agrupamentos de homens e mulheres que, acompanhados por instrumentos (acordeão, ferrinhos, saxofone, pandeiretas e castanholas), actuam em festivais de charolas e percorrem as casas dos amigos e os principais estabelecimentos comerciais da sua zona, lançando cantigas e quadras geralmente improvisadas num ambiente de jovialidade e alegria. Uma das figuras mais importantes nos grupos charoleiros é o ‘começador’, que representa a figura do maestro.

Existem divergências sobre as origens desta cultura popular mas julga-se ter surgido em 1918, no final da 1ª Guerra Mundial, para saudar com alegria os conterrâneos que regressavam dos campos devastados de Flandres. Hoje em dia corresponde a uma das tradições culturais mais significativas do concelho, que a autarquia pretende preservar.

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