Desígnio do conhecimento tem falta de meios na Universidade do Algarve

Desígnio do conhecimento tem falta de meios na Universidade do Algarve

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reitor paulo aguas
Paulo Águas, novo reitor da Universidade do Algarve, aposta na crescente afirmação da UAlg no plano nacional e internacional

O novo reitor da Universidade do Algarve (UAlg), Paulo Águas, considerou esta quarta-feira, 13 de Dezembro, que o “desígnio nacional” da “aposta no conhecimento” e equiparação a parceiros europeus “é inquestionável”, mas advertiu que os meios disponibilizados à instituição “não traduzem” essa aposta.

“Os aumentos das dotações orçamentais nos últimos anos têm sido insuficientes para cobrir as reversões salariais e outros impactos de alterações legislativas que têm vindo a ocorrer”, afirmou o reitor da UAlg na sua tomada de posse, durante uma cerimónia comemorativa dos 38 anos da instituição de ensino.

Paulo Águas defendeu que “o país e a região necessitam do contributo da Universidade do Algarve para cumprir esse desígnio”, mas lamentou que haja actualmente “menos meios do que no passado recente”.

O novo reitor, que substituiu António Branco à frente da UAlg, afirmou à Agência Lusa que a execução orçamental da universidade tem, nos últimos anos, “comportado riscos resultantes dos (insuficientes) níveis de financiamento público”.

“Nada temos contra a lei do Emprego Científico e o Programa de Regularização Extraordinária dos vínculos precários na Administração Pública (PREVPAP). Genericamente, agrada-nos, quer um, quer outro, porém, face ao anteriormente exposto, não temos condições para assumirmos incertezas”, alertou.

Paulo Águas argumentou que a Universidade “não pode aumentar os riscos da execução orçamental”, que procura “reduzir através do crescimento das receitas próprias, provenientes de mais projectos e mais estudantes”, número que tem subido com o crescimento sobretudo dos alunos estrangeiros.

O novo reitor da UAlg também falou da “necessidade de eliminação de desigualdades de financiamento” no acesso a fundos geridos pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regionais (CCDR), exemplificando com o projecto U-Bike, ao qual a UAlg não aderiu “porque o esforço financeiro exigido às instituições de ensino superior é diferenciado consoante a região em que se localizam”.

“É da mais elementar justiça que sejam encontradas medidas compensatórias para aquelas cujos fundos comunitários obedecem a regras diferentes”, propôs.

A “crescente afirmação” da UAlg no plano nacional e internacional, a aposta numa estratégia alicerçada nos pontos fortes da instituição, na promoção da investigação e da transferência de conhecimento para as empresas ou a instalação da Escola Superior de Educação no Campus das Gambelas são outras das metas que o novo reitor definiu para os quatro anos de mandato que iniciou esta quarta-feira.

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