Leitura da semana: A Casa das Belas Adormecidas, de Yasunari Kawabata

Leitura da semana: A Casa das Belas Adormecidas, de Yasunari Kawabata

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A rubrica Leitura da Semana é publicada semanalmente à terça-feira; Paulo Serra é doutorado em Literatura na Universidade do Algarve e investigador do CLEPUL
A rubrica Leitura da Semana é publicada semanalmente à terça-feira;
Paulo Serra é doutorado em Literatura na Universidade do Algarve e investigador do CLEPUL

Escrito em 1961, este é um romance belo, melancólico, perturbante, em que se realiza uma meditação sobre a sexualidade e a morte.

Eguchi é um senhor que ouve falar numa casa de prazer para «clientes no inativo», o que não é de todo o seu caso, como a personagem constantemente lembra o leitor, apesar de a narração ser feita na terceira pessoa, mas realizada a partir da corrente de consciência e da focalização do próprio Eguchi.

«O velho Eguchi, ao longo dos seus sessenta e sete anos de vida, tinha conhecido, evidentemente, noites bastante desagradáveis com mulheres. (…) Eguchi não sentia nenhuma vontade, com a idade que tinha, de experimentar uma nova sensação desagradável com uma mulher.» (p. 19)

Mas apesar de haver memórias indeléveis, Eguchi apenas parece lembrar boas recordações das mulheres que passaram pela sua vida, enquanto dá por si a entrar naquela casa, primeiro por curiosidade, depois por uma ânsia cada vez maior que não chega nunca a ser sexual.

Yasunari Kawabata
Yasunari Kawabata, autor do romance ‘A Casa das Belas Adormecidas’

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