Ana Maria Ferro assume últimos anos à frente do Monte-pio Artístico Tavirense

Ana Maria Ferro assume últimos anos à frente do Monte-pio Artístico Tavirense

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monte-pio artistico tavirense
Sara Faria (à esqª), Ana Maria Ferro e Filomena Nobre

O Monte-pio Artístico Tavirense foi fundado em 1857 por cerca de sete artífices que uniram esforços e pediram ajuda a alheios para conseguir fazer face às dificuldades da vida e, no passado dia 20 de Dezembro, assinalou o marco histórico de 160 anos de existência com um evento que reuniu cerca de 220 pessoas e contou com a presença de Luís Alberto Silva, presidente do Conselho de Administração da União das Mutualidades Portuguesas.

Luís Alberto Silva destacou o importante papel de Ana Maria Ferro na presidência da direcção da Associação de Socorros Mútuos, recordando as dificuldades que a associação atravessou. “A equipa liderada por Ana Ferro meteu mãos ao trabalho, encetou obras nos espaços físicos da instituição e dinamizou a actividade do Monte-pio Artístico Tavirense de forma a oferecer mais e melhores serviços aos associados e seus familiares”.

Ao POSTAL a presidente da direcção e sócia mais antiga da associação revelou que os próximos três anos serão os últimos enquanto presidente do Monte-pio Artístico Tavirense, mas disse sair feliz porque “fiz tudo aquilo que podia fazer, ajudei muito a associação mas ela também me ajudou a mim e é a altura certa para sair, não sem antes realizar um sonho”.

Espaço Mútuo dá vida a sonho antigo da direcção

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O Espaço Mútuo é um sonho antigo da direcção que está agora a ganhar vida através de um projecto destinado a pessoas com mais de 65 anos, “foi especialmente pensado para os associados mas estará aberto a toda a comunidade”, disse ao POSTAL Filomena Nobre, psicóloga da associação e responsável pelo projecto. O objectivo é contribuir para que a população sénior de Tavira tenha uma vida mais longa e mais digna, proporcionando-lhe diferentes actividades ao longo da semana. “Podem ter desporto, workshops de artesanato, treinos cognitivos ou actividades centradas na pessoa. Tudo em prol da saúde e bem-estar da população”, referiu.

O espaço foi pensado para ser a sede de um projecto que é composto por duas vertentes: o espaço físico e o serviço ao domicílio. “Queremos ir à casa das pessoas e acompanhá-las para evitar que sejam institucionalizadas. Vamos levá-las a consultas, às compras e todas as actividades mais direccionadas para as pessoas também as queremos fazer nas suas casas porque Tavira tem gente muito isolada”, afirmou Ana Maria Ferro, que revelou ainda estar para breve o serviço de entregas ao domicílio da Farmácia Monte-pio.

Ana Maria Ferro foi responsável por grandes mudanças na associação

À frente da direcção da Associação de Socorros Mútuos desde 2006, Ana Maria Ferro foi responsável pelas grandes mudanças implementadas na Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) sem fins lucrativos, considerada de Utilidade Pública pelo Código das Associações Mutualistas.

“O espaço da associação estava em ruínas e nós realizámos importantes obras como a remodelação da Farmácia Monte-pio e a criação de Gabinetes de Apoio Médico para associados e não-associados. Na Casa Da Matilde, onde hoje é a nossa sede, fizemos acordos de cooperação com diversas clínicas médicas do Algarve e abrimos as portas a mais associados”, disse Sara Faria, administrativa da associação.

Parcerias que, para Sara Faria, se têm revelado de grande importância, pois trazem vários benefícios aos associados. “Damos assistência medicamentosa através de descontos nos medicamentos que a farmácia faz aos associados e damos assistência médica, proporcionando-lhes a possibilidade de  usufruir de descontos entre 5% a 20% nos médicos parceiros”. Para ser sócio basta inscrever-se nos serviços administrativos da associação (Rua Tenente Couto, Tavira), entre as 9 e as 17 horas, e pagar o valor das quotas que é de 24 euros por ano (dois euros por mês).

O Espaço Mútuo é mais um grande projecto desta direcção que pretende abrir portas o mais brevemente possível, no Largo do Trem, em Tavira, estando apenas a aguardar as licenças da autarquia e da Segurança
Social.

(Cátia Marcelino / Henrique Dias Freire)

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