Catálogo da exposição “Loulé: Territórios. Memorias. Identidades” apresentado no Dia da Cidade

Catálogo da exposição “Loulé: Territórios. Memorias. Identidades” apresentado no Dia da Cidade

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A mostra dá a conhecer aos visitantes os mais de sete mil anos de história do território de Loulé
A mostra dá a conhecer aos visitantes os mais de sete mil anos de história do território de Loulé

No dia 1 de fevereiro, data em que se assinala o 30º aniversário da Cidade de Loulé, será apresentado no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelas 18h00, o catálogo da Exposição “Loulé: Territórios. Memórias. Identidades”.
Esta sessão contará com a presença do presidente da Autarquia, Vítor Aleixo, da diretora-geral do Património Cultural, Paula Araújo da Silva (a confirmar), do diretor do Museu Nacional de Arqueologia, António Carvalho, e do diretor da Unidade de Publicações da Imprensa Nacional Casa da Moeda, Duarte Azinheira.
Este catálogo é o resultado de toda a investigação científica criada a partir das coleções em exposição e resulta na compilação de 29 textos de 31 autores e na apresentação de fichas dos objetos realizadas por 25 autores.
Patente ao público desde junho de 2017, no emblemático Mosteiro dos Jerónimos, esta exposição conta já com mais de 100 mil visitantes, um número que ilustra bem o interesse que a mesma está a despertar.
“Loulé: Territórios. Memórias. Identidades” nasceu de um protocolo entre a Câmara Municipal de Loulé e a Direção-Geral do Património Cultural, celebrado a 8 de março de 2016, no Museu Nacional de Arqueologia, e que se inscreve na longa tradição de cooperação deste museu com as autarquias, iniciada há exatamente 20 anos, sendo esta a 22ª exposição desta natureza a ocupar o Mosteiro dos Jerónimos.
Esta mostra dá a conhecer aos visitantes os mais de sete mil anos de história do território do Concelho e retrata as estratégias de ocupação do Homem ao longo dos tempos, na serra, no barrocal e no litoral, do mais extenso município algarvio. Destaca-se também os resultados das escavações de paleontologia que presentemente decorrem na Rocha da Pena, coordenadas pelo paleontólogo Octávio Mateus, da Universidade Nova de Lisboa, e que nos revelaram, no território português, o primeiro espécime do anfíbio metopossauro, que recebeu o nome de algarvensis, e de um fitossauro, permitindo-nos olhar para o território que é hoje Loulé há 227 milhões de anos, no Triásico.
Para pôr de pé esta exposição, ao todo, foram inventariados 1200 bens culturais, dos quais 504 bens foram selecionados e 166 restaurados. Este trabalho permitiu fazer a atualização na base de dados Endovélico de 153 sítios arqueológicos do concelho e apresentar 141 sítios arqueológicos no arco temporal da exposição. Os bens culturais provêm de 12 instituições distintas, entre as quais se destacam o Museu Municipal de Loulé e o Museu Nacional de Arqueologia, detentores de grande parte das peças da exposição, às quais se juntam o Museu e Estação Arqueológica do Cerro da Vila – em Vilamoura –, o Arquivo Municipal de Loulé, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Museu Municipal de Faro, o Museu Municipal Dr. Santos Rocha da Figueira da Foz, o Museu Municipal de Arqueologia de Albufeira, o Museu Municipal de Arqueologia de Silves, a Universidade do Algarve, a Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova e o Museu da Lourinhã.

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