História do povo de Loulé na Revolução Portuguesa retratada em livro

História do povo de Loulé na Revolução Portuguesa retratada em livro

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25 Abril Loule
Conflitualidade social em Portugal em 1974-75 teve amplitude nacional, tendo chegado a diversas áreas do país, incluindo Loulé

A Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, em Loulé, recebe no dia 15 de Janeiro, pelas 21 horas, mais uma sessão dos ‘Livros Abertos’ com a apresentação da obra ‘A História do Povo de Loulé na Revolução Portuguesa 1974-75’, da autoria de Raquel Varela e Luísa Barbosa Pereira, numa sessão com entrada livre.

No dia 25 de Abril de 1974 um golpe levado a cabo pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), em discórdia com a guerra colonial que durava há treze anos, pôs fim a uma ditadura de 48 anos – que começara por ser militar, depois fora dirigida por Salazar e, finalmente, depois de 1968, por Marcelo Caetano.

Obra pretende contar a história do povo de Loulé no biénio revolucionário de 1974-1975

A revolução portuguesa foi marcada pelo protagonismo político de um forte movimento operário e social que atingiu todos os sectores da sociedade, em particular o movimento operário, e caracterizou-se por conflitos sociais muito radicalizados entre os estudantes, o moderno sector laboral dos serviços, o sector informal, uma ampla participação das mulheres e dos sectores intermédios e de base das forças armadas. De imediato, e contra o apelo dos militares que dirigiram o golpe – que insistiam pela rádio para as pessoas ficarem em casa –, milhares de pessoas saíram e lutaram, sobretudo em Lisboa e no Porto, mas não só. A conflitualidade social em Portugal em 1974-75 teve amplitude nacional, tendo chegado a diversas áreas do país, incluindo o concelho de Loulé. Esta é a história que se pretende contar, a história do povo de Loulé no biénio revolucionário de 1974-1975.

Raquel Varela é historiadora e as suas áreas de estudo são história da Revolução dos Cravos, história do trabalho e história do Estado social.  Luísa Barbosa Pereira é cientista social e as suas áreas de estudo são, entre outras, sociologia do trabalho, história do movimento operário e da Revolução dos Cravos.

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