EM CONTRAMÃO: I have a dream

EM CONTRAMÃO: I have a dream

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A OPINIÃO de ELISEU CORREIA; Managing director EC Travel; eliseucorreia@sapo.pt
A OPINIÃO de ELISEU CORREIA;
Managing director EC Travel;
eliseucorreia@sapo.pt

Portagens são abolidas para os residentes e as obras na 125 terminam finalmente.

Há mais vida no Algarve e menos sangue.

Todos os estabelecimentos que se mantêm abertos no Inverno pagam menos pela luz e água e recebem incentivos fiscais.

O deserto deixa de existir e os camelos partem da região em busca de outras paragens.

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Todas as cores políticas assinam um plano de marketing turístico conjunto para cinco anos, independentemente de quem estiver no poder, o compromisso é o bem da região.

Um plano coerente, duradouro, sustentado. A credibilização duma estratégia regional e o enterro tardio de devaneios pessoais e de desperdícios orçamentais. Sem desculpas.

Vejo um ‘hub’ da TAP em Faro. Alemanha, Inglaterra, Holanda, Irlanda e todos os outros países para onde vão voar a partir da nossa bela capital.

Finalmente, a companhia lembra-se que é portuguesa, que nós algarvios também o somos e voa sobre as asas da nossa imaginação em rotas onde toda a gente soube fazer dinheiro e viabilizá-las, menos eles.

Chegou o dia… asas portuguesas a unir o Algarve com o resto da Europa… voa TAP voa… décadas depois mas ainda vais a tempo… porque nós sabemos perdoar a quem nos quer bem.

E por falar em perdoar.

Até o mês de Agosto mudou.

Já ninguém insulta os nossos conterrâneos, já ninguém olha para nós como colónia balnear do imperialista berloquiano que aproveita as suas férias para estragar a vida dos outros.

Já não nos olham como seus escravos.

Os cafés, os bares, os restaurantes não servem copos de água da torneira gratuitos a quem ocupa as esplanadas e se “pela” pelo wi-fi gratuito e onde passam horas.

Não mais “se não fossemos nós morriam à fome”.

Isso faz parte do passado.

Vem quem nos respeita e nos quer bem.

Quem gosta de nós e nós retribuímos como sempre o fizemos.

A minha região forte, unida e a uma só voz.

A voz da defesa da nossa região, da nossa cultura, dos nossos direitos daquilo a que sempre tivemos direito e nunca nos quiseram dar.

E nós não soubemos tirar.

Finalmente chegou a hora em que o poder central treme sempre que respiramos e se encolhe sempre que nos sai um espirro.

É a força do Algarve.

A força duma história feita de história.

Velhos e novos. De todas as cores. Mas com a mesma mãe: Algarve.

O terminar de viver de joelhos para morrer de pé.

Nasce das cinzas um novo orgulho algarvio.

Estamos de volta. Chegou a hora.

Enquanto o Sol bate na minha persiana e ilumina o meu quarto, o escuro da realidade envolve a minha alma.

Era apenas um sonho. Um sonho.

E se fosse realidade?

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