Sentes-te bem? Ou gostavas de estar melhor?

Sentes-te bem? Ou gostavas de estar melhor?

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Carlos Baltazar Master e Trainer de PNL carlosbaltazarpnl@gmail.com
Carlos Baltazar
Master e Trainer de PNL
carlosbaltazarpnl@gmail.com

Poucas pessoas se sen­tem verdadeiramente sa­tisfeitas com o seu estado actual.

De outra forma, não se entenderia que corrêsse­mos de um lado para o outro na viagem inces­sante que julgamos que nos leva do nosso estado actual (EA) para o estado desejado (ED).

Ou seja, estamos reflectidos neste resumo: EA ->ED. Sempre insatisfeitos com o estado actual, sempre a caminho de um estado desejado.

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Acreditas que uma ‘equação’ pode resumir os processos do consumo, do crescimento, ou do investimento?

Eu creio que esta se aproxi­ma deste objectivo: ED = EA + R – I.

Ou seja, obtemos o estado dese­jado adicionando ao actual Recur­sos e removendo Impedimentos. O que são Recursos? Podem ser externos e mais ou menos dependentes de nós como di­nheiro, uma promoção, um carro novo, um parceiro senti­mental ou internos como Auto estima, Confiança, Entusiasmo, Tranquilidade, etc.

E Impedimentos? Podem tomar diversas formas, particu­larmente Crenças Limitadoras, mas também Incongruências de Valores, Padrões do passado que se projectam sobre o pre­sente e futuro, Memórias mal resolvidas e dificuldade de lidar com Objectivos.

A má notícia é que é muito fácil ficar preso na armadilha da busca incessante do estado desejado.

A boa notícia é que, de acor­do com a PNL, nós já possuí­mos todos os recursos inter­nos que precisamos (embora possam não estar activos).

A formulação da PNL, num dos seus pressupostos é a de que não há pessoas sem recur­sos mas sim estados pobres de recursos.

Numa frase, a PNL seria um arte e tecnologia para activar recursos e remover impedi­mentos de forma a estarmos muito mais presentes no nos­so estado desejado.

Como podemos activar recursos?

Sem entrar em técnicas mais sofisticadas (que se trei­nam num curso de PNL), po­demos adoptar alguns proce­dimentos muito simples.

Usamos o pressuposto, caro à PNL, de que o nosso Inconsciente trabalha a nosso favor e armazena muito mais informação e aprendizagens do que aquela que aparece no plano da consciência.

Dica nº 1: Sai de dentro dos problemas

Quem não tem problemas? Alguns são desafios à espera de uma solução, outros decor­rem da percepção de que as tarefas que temos pela frente são superiores aos recursos de que dispomos.

Em qualquer caso, pode­mos ter uma de duas posi­ções: imersos no problema ou observadores. Quando imersos no problema, esta­mos centrados nas dificulda­des, por oposição às possibi­lidades, focados no que não queremos em contraste com o que desejamos e, de um modo geral, sofrendo desnecessaria­mente.

Imersos nos problemas, estamos ausentes dos nossos recursos (ou os recursos estão ausentes de nós).

Como observadores, não se trata de nos tornarmos passi­vos e fingirmos que nada se passa. Trata-se de deixar pas­sar as emoções negativas que nos podem prejudicar, ganhar mais informações objectivas sobre o problema e, funda­mentalmente, perceber que recursos nos estão a faltar.

Valerá a pena realçar que os recursos interiores são os mais importantes?

Dica nº 2: Nomeia os recursos de que precisas pela positiva

Não digas somente que não queres algo, aponta mes­mo para o que queres ter.

Que recursos interiores es­pecíficos gostava de activar?

Será confiança? Ou tran­quilidade? Ou segurança? Ou amor-próprio? Ou entu­siasmo? Ou simplesmente curiosidade?

O que quer que seja, desig­na-o pelo nome mais simples que puderes e cuida da lin­guagem que usas. Em vez de ‘tenho de ter paz’, experi­menta dizer ‘quero ter paz’.

Dica nº 3: Como seria se tivesse já este recurso/estado?

As perguntas que come­çam com ‘Como seria se…’ , desde que feitas com autenti­cidade bem para o fundo de nós mesmos têm um efeito quase mágico.

Porquê? Porque o nosso inconsciente tem de de nos dar uma amostra desse es­tado para que possamos en­tender a pergunta. Depois, só temos de ficar focados e ampliar essa amostra.

Experimenta fazer a ti mes­ma uma pergunta destas. Pensa no estado ou recurso que queres ter. E pergunta­-te: ‘Como seria se já tivesse isto dentro de mim?’.

Dica nº 4: Quando já usufruí deste estado ou recurso?
PNL
A PNL em poucas palavras? Uma arte e uma tecnologia para activares os teus recursos, comunicares eficazmente contigo e com os outros e viveres uma vida mais completa mani-festando todo o teu potencial. (Carlos Baltazar, Formador PNL)

Qualquer que seja o recur­so que precises, aposto que já o tiveste bem presente em al­guma situação relativamente recente na tua vida. Às vezes, as pessoas cometem um erro, procurando o recurso na sua intensidade máxima. Mas passa-se neste domínio o mesmo que sucede ao acen­der uma fogueira. Começa­mos com um pequena chama e deixamo-la crescer.

Portanto, se queres acti­var um recurso, recorda-te de uma situação em que ele estava presente, em qual­quer forma. Por exemplo, se eu procuro confiança, posso encontrar um momento em que a senti ao fazer uma ac­tividade muito simples ou banal.

Depois, só precisas de tra­zer à memória essa situação, com o máximo de nitidez, cor, brilho, presença, ouvin­do o que ouvias, vendo o que vias e, certamente, sentindo o que sentias.

Dica nº 5: Amplia a sensação

Ao entrares em contacto com o recurso, sentirás de­certo uma sensação relacio­nada com a sua presença. Dá-lhe as boas vindas e reco­nhece a sua presença. Consi­dera que essa sensação pode ter um movimento, uma vi­bração ou um sentido pela qual se desloca no teu corpo. Imagina que podes acelerar a velocidade deste movimen­to, com cada respiração, de tal forma que a sensação se desenvolva em todo o teu corpo. E ao fazê-lo, até pode exceder os limites do teu cor­po, como se brilhasse como uma nuvem de luz colorida. Encontra a cor dessa luz.

Diz para ti mesma: “Te­nho o recurso X e ele brilha no meu corpo com a luz … (nome da cor)”.

Dica nº 6: Pede o auxílio de um Mentor

Como seria se tivesses um Mentor que te ensinasse tudo o que precisas de sa­ber sobre como dispor des­te recurso?

Trata-se de uma entidade (pessoa, animal, ‘espírito’, vivo ou não, teu conhecido ou não), a quem atribuis a qualidade que gostavas de possuir. Experimenta visua­lizá-lo num espaço próximo de tal forma que possas es­cutar os seus conselhos acer­ca da activação dos recursos. Imagina que incorporas essa entidade e que repetes os conselhos a ti mesmo.

Não é importante que oiças conscientemente pa­lavras específicas, o que in­teressa é que o teu incons­ciente esteja disponível para o fazer.

Depois, podes ampliar o estado de recursos, como na dica 5.

Dica nº 7: Como seria se dispusesse deste recurso quando tenho o problema?

Imagina-te no contexto em que o problema se coloca mas agora dispondo comple­tamente do recurso que pre­cisavas. O que muda?

Dica nº 8: Como seria dispor deste recurso como forma de estar na vida?

Ao dares este passo, ao faze­res esta pergunta com serieda­de bem para dentro de ti mes­ma, pode suceder algo muito importante.

A pouco e pouco (ou repen­tinamente…), o recurso (seja ele mais específico como cria­tividade ou mais geral e pro­fundo como paz) pode passar a ser uma constante na tua vida, a partir do qual obténs resul­tados ainda mais importantes.

NOTA: As ferramentas da PNL têm ainda maior eficácia quando treinadas em forma­ções certificadas ou facilitadas em ambiente de Coaching por consultores credenciados.

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