EM CONTRAMÃO: Dar a mão

EM CONTRAMÃO: Dar a mão

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A OPINIÃO de ELISEU CORREIA; Managing director EC Travel; eliseucorreia@sapo.pt
A OPINIÃO de ELISEU CORREIA;
Managing director EC Travel;
eliseucorreia@sapo.pt

Pais não têm tempo para os filhos. Filhos não têm tempo para os pais.
Amigos não têm tempo para amigos.
Ninguém tem tempo para nada.
A indiferença é o maior flagelo dos nossos tempos.
Ninguém quer saber o que se passa à sua volta, enterrados por tablets, playstations e afins.
Antes toda a gente conhecia e falava com os vizinhos, hoje escondem-se para não lhes falar.
E no meio disto tudo quem precisa não é visto.
E no meio disto há quem precise de ajuda e o mundo finge-se cego.
E no meio disto tudo há quem chame e o mundo finge-se surdo.
O que é que nos aconteceu?
Onde se perdeu o afecto, o carinho, o coração?
Em que rede social mora o Amor ao próximo?
Em que jogo de vídeo se enterrou o Humanismo?
O que nos tornou tão frios?
Há gente na rua que precisa da tua ajuda.
Há gente na tua rua que precisa da tua ajuda.
Porque quem mais precisa de ajuda não é quem está à vista de toda a gente, é quem tem vergonha de precisar dela e se esconde.
Quem precisa de nós talvez more mesmo ao nosso lado.
É preciso olhar.
É preciso interessar-se.
E nada de desculpas que não têm nada para dar.
Todos nós temos algo para dar.
Uns mais do que outros.
Mas o sorriso, o abraço fraterno, a palavra de consolo que eu saiba ainda são gratuitas.
Sem desculpas.
Chegou a hora de deixarmos de adorar o nosso umbigo e de olhar com olhos de ver à nossa volta.
E querer fazer a diferença na vida de alguém.
E tu… já deste a mão a alguém hoje?

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