Portimão: alunos das escolas da Bemposta removem chorões no Dia Mundial das...

Portimão: alunos das escolas da Bemposta removem chorões no Dia Mundial das Zonas Húmidas

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dia mundial das zonas humidas 2017
No ano passado foram recolhidos e encaminhados para o aterro um total de 23.540 quilos de ‘chorões’

O Dia Mundial das Zonas Húmidas celebra-se esta sexta-feira, 2 de Fevereiro, e o Município de Portimão voltou a desafiar o Agrupamento de Escolas da Bemposta para participar numa mega acção de remoção do “chorão-das-praias”, uma espécie exótica e infestante existente no sistema dunar de Alvor, por forma a preservar esta zona húmida de valor internacional.

Assim, às 9.30, junto ao Complexo Desportivo de Alvor, mais de trezentos e cinquenta alunos e professores do 2º e 3º ciclo do Agrupamento de Escolas da Bemposta têm encontro marcado para, durante cerca de duas horas recolherem a maior quantidade possível de “chorão-das-praias” e participarem activamente nesta acção de sensibilização para a problemática das espécies exóticas sobre a diversidade biológica nativa e promover os valores e funções das zonas húmidas.

Uma vez que no dia 2 não será possível remover todas as manchas de “Chorão-das-Praias”, no sábado, dia 17 de Fevereiro é lançado o desafio a toda a população para participar também nesta iniciativa de preservação do sistema dunar de Alvor. Os interessados poderão juntar-se ao Agrupamento de Escuteiros de Alvor e de Portimão, Guias de Portimão e Escola de Cadetes e Infantes dos Bombeiros que desde já confirmaram a sua participação na acção que irá decorrer entre as 9.30 e as 12 horas e que terá como ponto de encontro o Complexo Desportivo de Alvor. A acção conta ainda com a colaboração da EMARP e Juntas de Freguesia da Mexilhoeira Grande e Alvor.

dia mundial das zonas húmidas_ 2017
No próximo dia 17 de Fevereiro é lançado o desafio a toda a população para participar também nesta iniciativa

Recorde-se que o “Chorão-das-Praias” (Carpobrotus edulis) é uma planta não indígena (exótica), com origem na África do Sul, que não ocorre naturalmente no solo português tendo sido introduzida em Portugal para fins ornamentais e mais tarde cultivada para fixar taludes e dunas. A sua impressionante capacidade de propagação e vigoroso crescimento vegetativo facilitou a rápida colonização/ocupação de vastas áreas formando, nalguns locais, tapetes contínuos que impedem o desenvolvimento e a sobrevivência da vegetação nativa, sendo considerada, de acordo com o Decreto- Lei nº 565/99, de 21 de Dezembro, que regula a introdução de espécies não indígenas da flora e fauna, uma espécie invasora. O desenvolvimento e proliferação descontrolada de espécies exóticas é considerado a segunda causa mais importante de perda de biodiversidade na natureza.

No sistema dunar de Alvor persistem várias dezenas de manchas de dimensão variável que ainda podem ser removidas e controladas manualmente antes de colocarem em causa a sobrevivência da flora típica destes habitats, tendo na edição anterior, sido recolhidas e encaminhadas para o aterro um total de 23.540 quilos.

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