Faro testa esta madrugada resposta do socorro a acidente de avião

Faro testa esta madrugada resposta do socorro a acidente de avião

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Simulacro pretende testar a resposta externa a um acidente (Foto de arquivo: DR)

A resposta dos meios de socorro a um acidente de avião registado no aeroporto internacional de Faro, com “elevados danos materiais e humanos”, vai ser testada num simulacro na próxima madrugada, disse fonte da Protecção Civil.

Com este simulacro, que começa às 00.15 horas, a Protecção Civil quer “testar a resposta externa a um acidente” e perceber o que é preciso melhorar para tornar mais eficaz a actuação de emergência “à escala total”, porque a administração do aeroporto vai avaliar em simultâneo o plano de emergência interno da infra-estrutura aeroportuária, explicou o Comandante Distrital de Operações de Socorro de Faro, Vítor Vaz Pinto.

Vaz Pinto destacou que este é “um exercício com meios reais” e com uma logística “com alguma envergadura”, ao envolver 220 participantes externos ao aeroporto, entre elementos do Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro, dos serviços municipais de Protecção Civil de Faro e Loulé, da GNR, da Autoridade Marítima, da PSP, da Cruz Vermelha Portuguesa, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e de todos os bombeiros do Algarve.

O responsável operacional da Protecção Civil no distrito de Faro explicou que, quando uma aeronave comunica uma emergência, o aeroporto classifica essa emergência em três níveis – amarelo, laranja ou vermelho – e as autoridades de socorro enviam os meios para o local de forma automática de acordo com esse nível.

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Vítor Vaz Pinto frisou que se trata de um exercício “obrigatório” para o aeroporto de dois em dois anos e que já permitiu identificar situações a corrigir, tanto na resposta externa como na interna, cujos meios são coordenados pela direcção do aeroporto, dentro do recinto e num raio de quilómetro e meio em redor, frisou.

“Quando se declara uma emergência a bordo de uma avioneta com duas pessoas, enviamos os mesmos meios como se fosse um Boeing ou um avião de passageiros. Não faz muito sentido e temos que reajustar o plano, mas só depois de testar as coisas as podemos reajustar”, exemplificou, considerando que esta “é sempre uma oportunidade para incorporar melhorias no sistema”.

Outra situação detectada foi, acrescentou Vaz Pinto, a “necessidade de a GNR e Autoridade Marítima estarem também junto à direcção do exercício e no posto de comando”, porque, justificou, “há sempre necessidade de abrir corredores de penetração”.

O exercício dá também a possibilidade, segundo o comandante distrital operacional de Faro, de o INEM testar a resposta “conjuntamente com os hospitais”, dado estar prevista a simulação de um número elevado de feridos.

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