Reflexão sobre Formação, Auto-estima e Educação

Reflexão sobre Formação, Auto-estima e Educação

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João Negrão Belo
A VOZ DA CIDADANIA. A OPINIÃO de NEGRÃO BELO;
Ex-presidente da Câmara Municipal de Faro

O Facebook proporcionou-me o conhecimento de franjas de cidadãos que beneficiam desse nome por terem nascido nessa classe de animais.

A maioria passam uma vida inteira despercebidos até à altura em que se manifestam.

Nessa altura é uma desilusão porque todo o amontoado de complexos e de derrotas, vêm à superfície tal como um tsunami.

A vida de uma pessoa é o resultado de várias experiências pelas quais o sujeito passa, cujo resultado é ou não a obtenção da Felicidade. Começa na vida inter-uterina, sendo importantíssima a fase das 1ª, 2ª, e 3ª infâncias, no seio da família. Segue-se depois a formação, variando segundo a vocação de cada um, enquanto a educação obtida na Infância vai progredindo com os vários estádios da APRENDIZAGEM.

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Muito importante é constatar que aprendizagem e auto-estima caminham a par e passo, usando-se muitas vezes a expressão “que criança tão feliz” para expressar essa harmonia de desenvolvimento.

A minha vida foi toda ela dedicada ao ENSINO.

Muito antes de ser professor diplomado ,já eu praticava esse mister em situações diversas; com os meus 18/19 anos já preparava colegas meus do liceu para as provas físicas de admissão às Academias militares. Como Asp. Mil. formado na EPI em Mafra fui para o CISMI em Tavira formar sargentos milicianos e praças, em Cav., 7. Formado Ranger em Lamego fui dar o IOA a praças, em Cav., 7. Regressado de África e enquanto frequentava o INEF dava aulas de Educação Física num colégio militar e em clubes da linha do Estoril, participando nos festivais de saltos no Estádio Nacional, Regressado a Faro como professor efectivo de Educação Física na Afonso III, incuti nos alunos o gosto da prática física, em especial a ginástica desportiva e o Atletismo. Leccionei aulas particulares de Yoga, Tai chai e respiratória.

Todo o ensino anual terminava com um sarau de ginástica, através do qual era incutido o espírito de superação e auto estima.

Não havia espíritos cabisbaixos ou a esconderem-se atrás das paredes. Formei sempre seres orgulhosos de si próprios, auto suficientes e aptos em transformar uma dificuldade numa superação de felicidade.

Com seres destes não há surpresas comportamentais.

Depois veio a Política, veio a Presidência da Câmara, veio a CIMFARO e tudo foi superado com sucesso.

Mas o Facebook veio mostrar-me seres vencidos da vida que conseguem cuspir no prato onde comem, nunca tiveram auto-estima seja do que for e roem-se de inveja de quem a tem.

Para esses ainda dou a outra face: vou ministrar exercícios de TAI CHAI, óptimo para as articulações, equilíbrio e repouso mental.

(esta reflexão continua)

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