Sindicato defende construção urgente do Hospital Central do Algarve

Sindicato defende construção urgente do Hospital Central do Algarve

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Na semana passada demitiram-se três directores de serviço que alegaram pressões para atribuírem altas precoces

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) do Algarve defende a “urgente construção” do novo hospital central, previsto há mais de dez anos, para solucionar os problemas de “sobrelotação crónica” do serviço de Urgência e do Hospital de Faro.

Segundo uma nota do SIM-Algarve divulgada no seu ‘site’, a solução “passa pela urgente construção do novo hospital do Parque das Cidades, que já deveria estar a funcionar em pleno, a acreditar nas múltiplas promessas de políticos”.

Em 2006, o Governo de José Sócrates chegou a lançar a primeira pedra do Hospital Central do Algarve, previsto para o Parque das Cidades, entre Loulé e Faro. Nesse ano, a construção da infra-estrutura, entretanto adiada, figurava em segundo lugar na lista nacional de prioridades de novos hospitais.

Na semana passada, o SIM denunciou o pedido de demissão de três directores de serviço do hospital de Faro que alegaram falta de resposta para a sobrelotação de doentes e pressões para atribuírem altas precoces, face ao aumento da procura e as consequentes dificuldades no internamento.

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O SIM-Algarve considerou que, a confirmar-se, esta é uma “situação lamentável e inaceitável, de desrespeito pelos profissionais que diariamente tentam superar, com o seu esforço e dedicação, as deficiências dos hospitais e que são da responsabilidade de quem gere” o Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA).

“Como se não bastasse, considera o Conselho de Administração [do CHUA] que a solução para a sobrelotação do serviço de Urgência e do Hospital de Faro passa pela desumana e condenável aposta em excluir os idosos dos cuidados de saúde que lhes são devidos e a que têm direito constitucional”, sublinha a estrutura.

O SIM-Algarve disse ainda repudiar “de forma veemente tais atitudes”, considerando que o Conselho de Administração deveria “preocupar-se prioritariamente com a gestão do CHUA, criando soluções, em vez da promoção de polémicas estéreis que apenas contribuem para desgastar a instituição e desmotivar os profissionais”.

O secretariado regional daquele sindicato salientou ainda que a lotação de doentes “sistematicamente excedida” no serviço de Urgência e nos serviços de Internamento “tem comprometido a capacidade cirúrgica e bloqueado o acesso ao Bloco Operatório, motivando o cancelamento frequente de intervenções cirúrgicas, nomeadamente cirurgias oncológicas”.

Uma delegação da Ordem dos Médicos (OM) vai esta segunda-feira visitar o hospital de Faro e reunir-se com a administração do CHUA para averiguar se existiram “pressões directas” para que os médicos dessem altas antecipadas a doentes internados.

A administração, por seu turno, já negou ter pedido aos três directores demissionários dos serviços de Medicina Interna que “adoptassem qualquer medida que colocasse em causa as boas práticas clínicas”, avança a Agência Lusa.

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