PSD Algarve: requalificação profunda da EN 125 Olhão – VRSA por coincidência...

PSD Algarve: requalificação profunda da EN 125 Olhão – VRSA por coincidência só em ano de eleições

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Buracos na EN 125 (1)
Obras na EN125 geram revolta (Foto D.R enviada pela Câmara VRSA)

O PSD Algarve, refere em comunicado que o “Secretário de Estado das Infraestruturas deslocou-se ao Algarve para anunciar, uma vez mais, obras na rede rodoviária, desta feita de conservação na EN – 125, EN -396 e EN-124. Esta investida foi marcada pela atribuição de um milhão de euros o que significa que estas intervenções serão apenas uma maquilhagem, um exercício superficial que não elimina os problemas de fundo que se registam. É, por isso, uma operação de charme, para aquietar os justos e compreensíveis protestos dos algarvios a respeito da degradação destas vias e dar resposta às posições e iniciativas que o PSD tem tido nesta matéria. Esperamos que as intervenções possam atenuar os efeitos do abandono da rede rodoviária. Mas fica a questão: porque não avançaram antes?

Quanto à EN -125 entre Olhão e VRSA, fora estas intervenções menores, tudo fica na mesma. O Governo faltou à verdade quando veio apresentar um calendário de obras de requalificação profunda que se iniciariam em 2017, pois apenas no final de 2017 apresentou o processo ao Tribunal de Contas, sendo que durante mais de dois anos assinalou que o processo não avançava porque estava pendente nesse Tribunal quando nem lá tinha dado entrada. Tal suscitou esclarecimentos públicos do Tribunal desmentindo o Governo.É um exercício triste de engano e dissimulação.

A verdade é que deliberadamente o Governo tem atrasado as obras, por duas razões: porque reduziu o investimento público a níveis historicamente baixos, inferiores aos que se verificavam em tempo de assistência financeira; porque está – e vai conseguir – fazer coincidir a requalificação da EN 125 Olhão – VRSA com as eleições de 2019, o que não é mais que uma grosseira encenação.

O que o PSD afirmou aquando do Orçamento de Estado confirma-se. O Algarve representa 5 % do PIB e recebe cerca de 1 % do investimento público, facto que em todos os domínios penaliza a região”.
(Milene Alves Maria / Henrique Dias Freire)

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