Autarcas algarvios e utentes da EN 125 indignados com as condições da...

Autarcas algarvios e utentes da EN 125 indignados com as condições da via

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Foto ilustra o estado da via no troço entre Cacela e Praia Verde (Foto: DR)

A Câmara de Vila Real de Santo António associou-se ao Movimento de Cidadania dos Utentes da EN 125 – Sotavento para exigir medidas claras e urgentes no processo de requalificação da EN 125 nos troços entre Tavira – Vila Real de Santo António – Castro Marim.

Os autarcas, Conceição Cabrita e Francisco Amaral, e os representantes dos utentes acordaram fazer uma caminhada de protesto no troço entre Cacela e Praia Verde, trajecto que é actualmente o mais degradado de toda a via e onde não se registam obras há mais de 20 anos.

“A situação tornou-se insustentável e a circulação na estrada já é praticamente impossível. Não toleramos ser tratados como algarvios de segunda e exigimos que a EN 125 seja requalificada entre Tavira e Vila Real de Santo António tal como o foi no resto do Algarve. Qualquer morte que se venha a registar neste troço será da exclusiva culpa da Infraestruturas de Portugal e do Governo”, afirma Conceição Cabrita, presidente da Câmara Municipal de VRSA.

“O estado em que esta zona da EN 125 se encontra deve envergonhar qualquer Governo, já que assistimos a uma preocupante falta de segurança num troço que está em condições deploráveis. Queremos captar um turismo de qualidade, mas parece que estamos no terceiro mundo”, lamenta Francisco Amaral, presidente da Câmara de Castro Marim.

Chegando o caso já à Assembleia da República pelo deputado comunista Paulo Sá, eleito pelo Algarve, que refere, “a indignação pelo calamitoso estado em que se encontra a EN 125 entre Olhão e Vila Real de Santo António é justíssima, assim como justíssima é a exigência de uma rápida conclusão das obras de requalificação deste importante eixo rodoviário algarvio. Mas a expressão dessa indignação e a afirmação dessa exigência não podem nem devem ser acompanhadas pelo branqueamento das responsabilidades políticas pelo estado a que chegou a EN 125”.

(Milene Alves Maria / Henrique Dias Freire)

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