Tavira: Partilha Alternativa homenageia Fernando Pessoa no programa ‘Viva a Primavera’

Tavira: Partilha Alternativa homenageia Fernando Pessoa no programa ‘Viva a Primavera’

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Três criações de artistas tavirenses exploram diferentes facetas do poeta Fernando Pessoa (Foto: DR)

A Associação Partilha Alternativa vai homenagear Fernando Pessoa, no âmbito do programa cultural “Viva a Primavera”.

Assim, será apresentada a trilogia sobre património poético e musical europeu-português: “Lopes Graça & Pessoa” (dia 11, Biblioteca Municipal Álvaro de Campos); “A Carta da Corcunda para o Serralheiro” (dia 16, Rua da Galeria) e “Un Soir a Lima” (dia 27, Casa Álvaro de Campos); sempre às 18.30 horas.

Três criações de artistas tavirenses, estreadas aquando da Festa dos Anos de Álvaro de Campos 2017, que exploram diferentes facetas do poeta Fernando Pessoa.

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Na peça “Lopes Graça & Pessoa”, Josué Nunes acompanha à guitarra o actor Luís Luz, num recital de poemas e reflexões sobre a música e o modernismo na poesia de Fernando Pessoa e de Mário Cesariny.

“A Carta da Corcunda para o Serralheiro” reflecte Maria José, a voz feminina que mais se faz ouvir no universo pessoano. É a metáfora da “alma à janela”… A voz feminina da Carta da Corcunda para o Serralheiro, assim mesmo intitulada… A autodiagnosticada “incapacidade para a acção” condena-o a ficar também à janela da vida, como a corcunda da carta, fantasiando amores impossíveis…

Integram esta peça Susana Nunes, Merícia Lucas e Argenis Nunes.

“Un soir a Lima”, protagonizada pelo ator Renato Aires e pelo pianista Marcelo Montes, descreve os serões de que Pessoa tem lembrança, em Durban, África do Sul. Nele o poeta não foi um fingidor… Uma música que ouve na rádio, poucos meses antes de sua morte, leva Fernando Pessoa a um delírio de lembranças fortíssimas da sua adolescência com a família. Serões de paz, num tempo em que sua vida era tão simples… O poema é dito ao som de excertos dos compositores favoritos ou contemporâneos do poeta, da valsa que, em 2016, Marcelo Montes compôs para Álvaro de Campos. Começa com alguns acordes da Ballada nº 1 Op.16 de Vianna da Motta composta em 1905, ano em que Fernando Pessoa retorna de Durban e termina com a peça “Un Soir a Lima” de Félix Godefroid.

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