O céu de Maio de 2018

O céu de Maio de 2018

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No início do mês iremos assistir à passagem do planeta Vénus junto a Aldebarã, o olho da constelação do Touro (Fotos: DR)

No início do mês iremos assistir à passagem do planeta Vénus junto a Aldebarã, o olho da constelação do Touro. A maior aproximação entre estes dois astros dar-se-á no dia 2. De notar que à medida que o mês for avançando notaremos como o Sol se vai aproximando aos poucos da constelação do Touro, chegando a ela pelo meio do mês.

Pouco antes da uma hora da madrugada de dia 5 a Lua irá nascer ao lado de Saturno. Este evento sinaliza o pico de atividade da chuva de estrelas Eta-Aquáridas, pequenas rochas e poeiras originárias do cometa Halley, as quais parecem irradiar de uma parte do céu na vizinhança da estrela Eta da constelação do Aquário (Eta Aquarii), daí o nome desta chuva de meteoros.

Infelizmente o brilho da Lua irá dificultar a observação dos meteoros menos intensos, sendo contar no máximo com uma dezena de meteoros por hora.

Ao final da madrugada de dia 6, véspera do quarto minguante, a Lua situar-se-á a cerca de 3 graus acima do planeta Marte.

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Céu a sul pelas 5 horas da madrugada de dia 5, com alguns objetos de interesse. Igualmente é visível a posição da Lua nas madrugadas de dias 1, 6 e 8 e o radiante da chuva de meteoros Eta-Aquáridas
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A seu turno, pela uma hora da madrugada de dia 9, Júpiter encontrar-se-á em oposição ao Sol, isto é, na direção diametralmente oposta à do nosso astro-rei. Tal corresponde à altura do ano em que este planeta está mais próximo de nós, aparecendo algo maior do que de costume, apresentando a sua superfície voltada para nós completamente iluminada e tendo um brilho maior do que é habitual. Trata-se então da melhor altura do ano para observá-lo. Quem tiver um par de binóculos pode igualmente apreciar as principais luas de Júpiter, observando como estas se vão movendo ao seu redor.

No dia 13 a Lua será vista junto a Mercúrio. Este planeta apresentar-se-á como estrela da manhã até bem perto do final do mês, altura em que deixará de ser observado por se encontrar numa direção demasiado próxima da do Sol.

A meio do dia 15 terá lugar a Lua Nova. Tal significa que o meio deste mês será uma boa ocasião para observarmos objetos que requeiram um céu muito escuro, como os aglomerados estelares M5 e Colmeia (M44), recorrendo à ajuda de binóculos ou um pequeno telescópio.

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Céu a sudoeste ao anoitecer de dia 17. Igualmente é visível a posição do planeta Vénus na noite de dia 2 e da Lua nas noites de dia 21 e 25

Dia 17 a Lua já terá chegado até à vizinhança de Vénus, planeta que por estes dias já estará a meio caminho entre as constelações do Touro e dos Gémeos.

Aquando do quarto crescente, na madrugada de dia 22, a Lua situar-se-á ao pé de Régulo, o coração da constelação do Leão.

Na noite de dia 27 a Lua passará ao lado de Júpiter, planeta que por estes dias se situa na constelação da Balança. Dois dias depois terá lugar a Lua Cheia, marcando o final de mais um mês de efemérides astronómicas.

Boas observações!

Fernando J.G. Pinheiro (CITEUC e OGAUC)

Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva

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