Conferência sobre a relação da violência animal e violência doméstica “despertou consciências”

Conferência sobre a relação da violência animal e violência doméstica “despertou consciências”

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A conferência decorreu no auditório da Biblioteca Municipal de Faro (Foto: Maria Simiris - jornal POSTAL)
A conferência decorreu no auditório da Biblioteca Municipal de Faro (Foto: Maria Simiris – jornal POSTAL)

A primeira conferência intitulada “A vítima (humana e não humana) e a correlação da violência”, realizou-se no auditório da Biblioteca Municipal de Faro, na tarde da passada segunda-feira, dia 28 de Maio. Estiveram presentes oradores de excelência: Andreia Silvestre da APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima; Inês de Sousa Real, mestre em Direito Animal; Mauro Paulino, psicólogo forense; Pedro Proença, advogado e Marta Correia, advogada e coordenadora da PRAVI – Projecto de Apoio a Vítimas Indefesas.

A organização da conferência esteve a cargo de Marta Correia que, afirmou ao POSTAL que decidiu abordar este tema uma vez que, apesar de ser já comum em muitos países, não é falado na realidade portuguesa. Esta advogada, que admite dedicar-se à criminologia na parte dos animais, pretendia com esta conferência “abrir consciências, mentalidades, criar estatísticas a nível da violência animal, bem como sensibilizar para a prevenção da criminalidade humana, baseado no crime contra animais. Em última análise conseguir uma alteração legislativa”.

Segundo a mesma, a conferência foi tão importante que se conseguiu “despertar consciências, uma vez que até alguns dos oradores não tinham ainda conhecimento de determinadas questões.

No auditório estiveram cerca de 40 pessoas, entre membros da Polícia de Segurança Pública, professoras e público em geral. No final, depois de todos os oradores terem falado, deu-se início a um debate moderado por Marta Correia, onde se destacam as intervenções de alguns membros das forças de segurança presentes que esclareceram que, para eles, muitas das vezes falta apoio das autarquias.

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Quanto a esta questão, Marta Correia afirma que tanto as autarquias como os membros das forças de segurança começam a estar cada vez mais conscientes para a violência animal e que o importante agora é “continuar a trabalhar nestas acções de sensibilização e de formação”. Isto para que “as autarquias e até mesmo o Estado confiram mais mecanismos e mais meios para que as forças de segurança possam actuar”.

(Maria Simiris / Henrique Dias Freire)

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