Ministério Público acusa três pessoas por burla a idoso em Albufeira

Ministério Público acusa três pessoas por burla a idoso em Albufeira

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os arguidos são duas mulheres de 54 e 22 anos, mãe e filha, e um homem de 66 anos (Foto: DR)

O Ministério Público (MP) anunciou esta quinta-feira, 10 de Maio, que deduziu acusação contra três pessoas por crimes de burla qualificada, furto, falsificação de documentos e abuso de confiança, ao terem-se alegadamente apropriado de património de um idoso residente no concelho de Albufeira.

A secção de Albufeira do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Faro, revelou que os arguidos são duas mulheres de 54 e 22 anos, mãe e filha, e um homem de 66 anos, que as terá ajudado a ganhar a confiança do idoso, de 90 anos, que não sabia escrever nem ler e terá ficado sem um “património considerável” avaliado em 340 mil euros.

Os três estão acusados da “prática de crimes de burla, burla qualificada, falsas declarações, falsificação de documento, abuso de confiança e furto”, precisou o Ministério Público, frisando que, no âmbito deste caso, foi também deduzida acusação contra outro homem, de 63 anos e advogado de profissão, acusado de falsificação de documento.

“De acordo com a acusação, as duas arguidas, que são mãe e filha, com a ajuda do primeiro arguido, que é afilhado da vítima, em 2015 e 2016 aproximaram-se de um homem de 90 anos de idade e, a pouco e pouco, foram conquistando a sua confiança. O ofendido tinha um património considerável, designadamente em imóveis e em contas bancárias, morava sozinho numa localidade do concelho de Albufeira e não sabia ler nem escrever, sendo, por tudo isso, especialmente vulnerável”, contextualizou o DIAP de Faro num comunicado.

Arguidos terão causado à vítima um prejuízo de mais de 340 mil euros

O Ministério Público alega que “os três referidos arguidos, aproveitando-se dessa vulnerabilidade e enganando a vítima acerca do conteúdo dos documentos que lhe apresentaram, levaram-no a assinar procurações a seu favor, contratos-promessa de compra e venda de imóveis, registos de transmissão de imóveis e de um automóvel, e recibos de quitação”, segundo noticia a Agência Lusa.

Terão também, segundo a acusação, “levantado dinheiro das suas contas bancárias” e pedido “elevadas quantias a título de empréstimo, sem qualquer intenção de lhas devolverem”, deixando até a alegada vítima sem a propriedade da casa onde vivia.

“Com o seu comportamento, esses arguidos terão causado à vítima um prejuízo de mais de 340 mil euros”, quantificou o DIAP de Faro.

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