Homem acusado de atacar ex-namorada com ácido conhece hoje sentença

Homem acusado de atacar ex-namorada com ácido conhece hoje sentença

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Conselho Superior de Magistratura mexe na estrutura da Justiça e Segurança a nível nacional
Arguido provocou queimaduras em cerca de 60% do corpo da vítima (Foto: DR)

Um homem acusado de ter ordenado um ataque com ácido à ex-namorada em Maio de 2017, perto da localidade de Alvor, no concelho de Portimão, no Algarve, conhece esta terça-feira, 12 de Junho, o acórdão do colectivo no Tribunal de Portimão.

O arguido, que se encontra em prisão preventiva, está acusado de dois crimes: um crime de violência doméstica e outro de homicídio qualificado na forma tentada.

Nas alegações finais, o Ministério Público (MP) pediu a pena máxima de prisão – 25 anos – para Cláudio Gouveia, de 34 anos.

A leitura do acórdão do Tribunal de Portimão está marcada para as 13.30 horas.

De acordo com o MP, o arguido arquitectou um plano cruel e macabro contra a ex-namorada, Elli Chessel, uma cidadã britânica de 29 anos, provocando-lhe queimaduras em cerca de 60% do corpo, dois meses depois de terem terminado a relação de dois anos.

Após a separação, Elli Chessel mudou-se para o Algarve.

O MP deu como provado que o arguido viajou da Madeira para o Algarve com um cúmplice, alegado autor do ataque, depois de ter planeado um encontro com a vítima através de uma rede social, na qual se apresentou com um perfil falso.

O alegado autor do ataque, também em prisão preventiva, está acusado pelo crime de homicídio qualificado na forma tentada e vai ser julgado num processo autónomo, já que o tribunal não o conseguiu notificar a tempo para ser julgado no mesmo processo, segundo noticia a Agência Lusa.

O caso remonta a 6 de Maio de 2017, quando a britânica Elli Chessel foi atacada com ácido na via pública, perto da localidade de Alvor, no concelho de Portimão, alegado local marcado para o encontro com os autores do crime.

Segundo a acusação, a polícia teria sido informada das constantes ameaças à vítima, feitas através de mensagens, numa das quais o arguido dizia que lhe ia “queimar a cara”, tendo o arguido após o ataque apagado o perfil falso da rede social.

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