ALMARGEM percorre escolas para reeducar crianças

ALMARGEM percorre escolas para reeducar crianças

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via algarviana
ALMARGEM conta com 30 anos de existência (Foto: D.R.)

A ALMARGEM, conhecida por ter sido a criadora da Via Algarviana, a rota pedestre que liga todo o interior algarvio através de 800 quilómetros de percursos, tem tido, ao longo dos seus 30 anos de existência, um papel fundamental na educação ambiental das crianças e jovens do concelho de Loulé.

A associação foi criada em 1988, em Loulé, e desde então que tem como missão a defesa do património natural e cultural do Algarve. A ALMARGEM foi, neste sentido, a primeira ONG vocacionada para o Ambiente a surgir na região mais a sul de Portugal, e uma das primeiras no país.

Ao longo dos 30 anos de existência, a associação procurou estar sempre atenta às questões relacionadas com o estudo e a preservação do património cultural e ambiental da região, acreditando que este é o factor fundamental na prossecução do verdadeiro modelo de desenvolvimento sustentável para a região.

O POSTAL esteve à conversa com André Pinheiro, o coordenador da educação ambiental da ALMARGEM, que se encontra a exercer funções desde Maio de 2017. Para este biólogo, a associação “permite construir um Algarve melhor”. A associação acredita que a sensibilização das novas gerações para os desafios ambientais que a região enfrenta, e a necessidade de defender e conservar o património, são fundamentais. Este é então o mote para a Educação Ambiental que a associação realiza pelas escolas do concelho de Loulé, através de diversas actividades e objectivos, que variam consoante as faixas etárias. Uma parceria em conjunto com a Câmara de Loulé, que existe há 28 anos, e que permite a André Pinheiro percorrer várias escolas, com o propósito de reeducar crianças e jovens, dando-lhes ainda a conhecer a biodiversidade da região.

“O objectivo depende das actividades e das faixas etárias, mas queremos que eles se apercebam que há animais e plantas diferentes e, que cada um tem uma função específica. Queremos que eles aprendam que existe biodiversidade. Para além disso, queremos que repensem alguns dos gestos que têm, como o facto de pedirem palhinha quando bebem um sumo. Deste modo, André Pinheiro percorre as escolas desde o pré-escolar até ao terceiro ciclo dando palestras, fazendo workshops, jogos e até saídas de campo, com diversas temáticas: alterações climáticas, biodiversidade, valorização do património natural e cultural, botânica, aves ou atitudes responsáveis. Para este biólogo, que rumou ao Algarve para trabalhar na associação: “é um prazer muito grande estar na ALMARGEM, porque ao longo dos anos as nossas intervenções e sensibilizações tiveram efeito. A associação já educou milhares de crianças no concelho e para o futuro pretendemos continuar”.

(Maria Simiris / Henrique Dias Freire)

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