Castro Marim com o lema ‘conhecer para proteger’

Castro Marim com o lema ‘conhecer para proteger’

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A plantação de espécies autóctones é já uma prática comum (Foto: D.R.)

A Câmara de Castro Marim vê o Ambiente como uma prioridade e um dos exemplos disso é o facto de possuir um gabinete especializado, denominado Serviço de Protecção do Meio Ambiente, que actua em diversas áreas. Ao POSTAL, a engenheira Fátima Marques revelou quais os projectos ambientais já realizados e quais os que estão a decorrer de momento. Para além disso, explicou ainda quais os planos da autarquia para o futuro.

O lema “conhecer para proteger” é o mote do Município, como nos explica a engenheira. “Temos a preocupação de divulgar e promover o conhecimento sobre o vasto património ambiental e cultural do Município, sob o lema ‘conhecer para proteger’. Para além disso, investimos numa política de educação ambiental que possa contribuir para a promoção do respeito pelo Ambiente, induzindo a uma mudança de comportamentos”.

A educação ambiental de que fala Fátima Marques começa pelos mais novos e, é dessa maneira, que ao longo do ano são realizadas inúmeras actividades com o Agrupamento de Escolas de Castro Marim em parceria com a Câmara, a Agência Portuguesa do Ambiente, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, entre outros. Essas iniciativas consistem em: limpezas de praias, acções de remoção de espécies exóticas e sobre a correcta separação dos resíduos; plantações de árvores; workshops e exposições com materiais recicláveis.

Os projectos anteriores

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Nos últimos anos, a autarquia de Castro Marim tem-se centrado, essencialmente, na biodiversidade no ambiente marinho e costeiro. Neste sentido, durante a época balnear são realizados workshops de educação ambiental em todas as praias, que promovem 18 actividades, como realização de jogos e reutilização de materiais.

Também nos eventos do município, como a “Feira Natural. pt” e a “Terra de Maio” são inseridas acções de sensibilização ambiental, neste caso vocacionadas para a divulgação e protecção da floresta. Ainda neste âmbito, no Dia da Árvore e da Floresta foram plantadas espécies autóctones. Já no Dia da Água fizeram-se visitas às barragens e a estações de tratamento de água. Anualmente, a autarquia promove ainda diversas caminhadas em áreas de interesse ambiental.

Para a faixa etária dos seniores, há a “Sementes para o Futuro”, uma acção de sensibilização que conta com workshops de plantação de espécies autóctones.

Os projectos a decorrer

Para esta época balnear, a autarquia continua a realizar os já conhecidos workshops, este ano com o tema da Bandeira Azul é o “Mar que Respiramos”, dando destaque aos principais factores de ameaça, como os resíduos. Já no programa de férias, o Município em parceira com a empresa NovBaesuris, dão continuidade às campanhas de caracterização de lixo marinho, iniciadas em Maio, durante a limpeza das praias. Para além disso, encontra-se a decorrer o projecto de outdoors de educação ambiental, com mensagens curtas em grandes formatos, colocadas em locais de grande visibilidade.

Os projectos para o futuro

Fátima Marques afirmou que os principais objectivos são “continuar a apostar na educação e sensibilização ambiental e apostar na divulgação do património cultural e ambiental do concelho, com o maior respeito pelo meio ambiente”. Em parceria com a Algar, está prevista a realização da campanha “Recicla+”, que visa sensibilizar a comunidade para a necessidade de se aumentar a quantidade de resíduos enviados para a reciclagem. Em simultâneo, prevê-se, ainda, o aumento da quantidade de ecopontos na via pública. Segundo a engenheira, estão ainda previstos projectos, para um futuro breve, “importantes para o desenvolvimento sustentável do concelho, e muitos deles já têm financiamento comunitário assegurado”. São eles: construção de sistema de protecção do cordão dunar com uma rede de passadiços; requalificação da frente de mar da Praia da Altura; requalificação de parques de estacionamento da praia marítima e da Praia do Cabeço; criação de infra-estruturas do centro náutico de Odeleite; criação da aldeia columbófila e a criação de uma rede de ciclovias.

(Maria Simiris / Henrique Dias Freire)

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