Exposição ‘Mulheres Modernas’ na obra de Almada Negreiros inaugura em Tavira (com...

Exposição ‘Mulheres Modernas’ na obra de Almada Negreiros inaugura em Tavira (com fotogaleria)

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O Museu da Fundação Calouste Gulbenkian uniu-se ao Museu Municipal de Tavira para trazer ao Algarve uma exposição de pinturas, desenhos, textos e poemas de Almada Negreiros. As obras provêm da Fundação e ficam patentes em Tavira, a partir de sábado, dia 7 de Julho, até 14 de Outubro.

Jorge Queiroz, director do Museu Municipal de Tavira, afirmou que é com grande satisfação que o Museu acolhe as obras de uma das figuras fundamentais da cultura do século XX. “O Algarve começa a ganhar foco no campo cultural”, refere o director.

“Neste Museu já se fazem exposições há 15 anos e já passaram por aqui as principais figuras das artes portuguesas, como Alberto Carneiro. O artista, quando viu as suas obras expostas neste espaço, disse mesmo que era como se elas saltassem”, declarou Jorge Queiroz. Finaliza afirmando que “esta é uma oportunidade fantástica que a Fundação nos permitiu ter aqui no Algarve”.

Já o director do Museu Gulbenkian, Nuno Vassalo e Silva, referiu que há uma preocupação crescente da Fundação em abrir portas do seu espólio ao exterior, com parceiros de primeiro plano, como o Palácio da Galeria de Tavira.

A professora Mariana Pinto dos Santos, curadora da exposição, explicou como a mesma está dividida: “são 55 obras, com uma componente documental, que se multiplicam por 10 salas, permitindo ao público uma relação mais íntima”.

O nome “Mulheres Modernas” surge, uma vez, que a exposição aprofunda a representação feminina, um tema geral da História da Arte Ocidental. Segunda a curadora: “esta é uma exposição que convida a uma reflexão sobre como a mulher operou enquanto representação na obra do artista, mas também na modernidade”.

Mariana dos Santos esclareceu ainda que “a selecção dos textos foi pensada com cuidado, de maneira a que dialogassem com as obras expostas de cada sala”. Já para Nuno Vassalo, esta é uma exposição personalizada ao espaço, que “dialoga com a comunidade, com o local e com o espírito da galeria”.

(Maria Simiris / Henrique Dias Freire)

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