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Game Over, o novo espaço em Faro com 12 consolas, duas escape rooms e 30 cocktails

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O espaço nasceu há menos de um mês e localiza-se em plena baixa de Faro, na antiga loja de roupa ‘Alfar’ (Fotos: Maria Simiris)

Quem não se lembra do famoso Tetris ou do Puzzle Bubble? E do jogo de tabuleiro “Quem é Quem”? Pois bem, para todos os amantes de “gaming” no geral, as notícias não podiam ser mais positivas. O Game Over é o novo cocktail bar em Faro que junta 12 consolas de vídeojogos, a jogos de arcada, de tabuleiros e de cartas. As opções são imensas e no espaço, situado em plena baixa da capital algarvia, na antiga loja de roupa “Alfar”, há ainda duas salas de escape room.

Kelly Escoto e Sebastian Cloud, de 30 e 32 anos, sempre viveram em França. Kelly é filha de pais portugueses e, como tal, passava férias no Algarve todos os Verões. Sebastian desde cedo que começou a coleccionar jogos de vídeo e consolas e, há mais de dez anos, que tinha o sonho de conseguir juntar a sua paixão pelo gaming com um bar de cocktails. “Sempre soube que o ia fazer, só não sabia quando nem como”, confessa ao POSTAL.

Em conjunto decidiram vir viver para Faro e foi aí que surgiu a oportunidade perfeita para cumprir o sonho de Sebastian. Em Fevereiro de 2017, ainda a residirem em França, rumaram à capital algarvia à procura do espaço ideal. Já quase no fim da estadia deparam-se com a Alfar, um espaço localizado na baixa, de grande dimensão e com enormes vidros.

“Tratámos das coisas em França e mudámo-nos. Tivemos ainda um ano a desenvolver o projecto, porque o que nós queríamos era chegar cá e começar logo as obras”, conta Kelly.

As obras demoraram nove meses e foi nesse tempo que o casal começou a apostar na publicidade. Kelly explica: “começámos pelas redes sociais, porque para um conceito tão novo, tínhamos de ser nós a dar-nos a conhecer às pessoas e não ao contrário. As pessoas começaram logo a ter a noção de que um novo espaço estava a chegar”.

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Os jogos de mesa e tabuleiro complementam os vídeojogos

Espaço esse que conta com 15 televisões, 12 consolas diferentes e dezenas de jogos disponíveis, todos da colecção pessoal de Sebastian. “Temos Playstation, Game Boy Colour, Wii, Megadrive, Super Nintendo, entre outras. Cartas temos as normais e o “Uno”. De tabuleiro temos o “Quem é Quem” e o “Quatro em Linha”. De mesa temos o Mikado gigante. Falando de jogos em específico, temos imensos: Mario, Dragon Ball, SingStar, Guitar Hero, Buzz, Donkey Kong, Fifa, Pacman, Tetris, Puzzle Bubble e até Simpsons. Ou seja, há jogos de todos os tempos e para todos os gostos”, diz-nos Sebastian, com um enorme sorriso na cara. “E há ainda óculos de realidade virtual”, finaliza.

As Escape Rooms

Kelly é designer gráfica e como tal refere que “sempre tive de usar muito a minha imaginação”. Talvez seja por isso que as duas escape rooms do Game Over foram totalmente pensadas e criadas pela mesma. “Há a possibilidade de comprar já feitas, mas eu decidi criá-las”, explica.

Apesar de não querer revelar muitos pormenores, para não se perder o efeito surpresa, Kelly revela que uma delas tem a temática de uma prisão e a outra está decorada como se fosse um camarim de um teatro.

Para quem não está familiarizado com o tema, uma escape room é uma sala temática, trancada, a código, ou à chave, em que o objectivo é ir desvendando diversos enigmas para se conseguir chegar à saída. Isto tudo no espaço de uma hora.

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O FIFA ‘18 é um dos jogos com mais sucesso

Apesar de não ser um conceito novo, a junção de todas as coisas é única: “Nos outros sítios costuma haver apenas uma sala, aqui há duas e, para além disso, as pessoas quando saem têm outros jogos que podem experimentar ou então, o bar”, afirma Kelly.

Quanto às reacções, a luso-francesa diz: “algumas pessoas ficam um bocado receosas porque estar uma hora numa sala sem poder sair pode não parecer simples, mas as pessoas ficam tão abstraídas no desafio que nem dão pelo tempo passar. O público está a gostar mesmo muito”. A prisão e o camarim ficarão no Game Over cerca de 17 meses, sendo que nessa altura, Kelly mudará as salas e os desafios, para duas temáticas diferentes.

Os cocktails e a comida

Para além de todos os entretenimentos que o Game Over dispõe, é também no bar que os clientes têm diversas opções à escolha. Sebastian sempre quis reunir os cocktails ao gaming e, por isso, os mais de 30 cocktails do novo espaço foram pensados ao pormenor. “Foram criados com um barman mas sempre com a ideia de existir uma enorme variedade de sabores, de álcool e de cores. Isto, porque os nossos cocktails são coloridos e cada um tem um nome de um jogo ou de uma personagem, consoante o que a cor fizer lembrar”, refere Kelly. “Temos ainda os cocktails já tradicionais e alguns sem álcool. A juntarem-se a eles há ainda shots, também eles coloridos, e com nomes de personagens da Marvel”.

Por exemplo, se pedir um cocktail “Donkey Kong”, ser-lhe-á apresentada uma bebida com vodka caramelo, banana e baunilha. Já se a sua opção for um “Megaman”, chegará à sua mesa um copo em tons de azul com rum, blue curaçao, limão, laranja e 7up.

Para quem quiser complementar a bebida, o Game Over tem à disposição alguns aperitivos. Segundo Kelly “são petiscos, também eles com nomes de jogos, em que se utilizam sabores portugueses”. Desta maneira pode pedir um “Candy Crush” que recebe um prato com variedades doces, nomeadamente com salame de chocolate. Há ainda as típicas tostas mistas e uma tábua de presunto.

“Sabíamos que ia ter sucesso”

Kelly e Sebastian explicam ao POSTAL que o Game Over é para todas as idades: “é um espaço que dá tanto para famílias, como para grupos de amigos, para jovens ou crianças”.

Sebastian conta ainda que ao estarem localizados perto de um Banco, deparam-se muitas vezes com os bancários a saírem do seu local de trabalho e, ainda de fato e gravata, sentam-se nas poltronas a jogarem Playstastion uns com os outros. Para o francês: “é uma grande felicidade ver as pessoas a divertirem-se a fazer uma coisa que eu gosto tanto. Este é o meu sonho de há dez anos e eu sabia que tinha de tornar isto possível”.

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Ambas as Escape Rooms foram pensadas e criadas de raiz por Kelly Escoto

Kelly complementa o marido: “este é um espaço para conviver e partilhar o amor pelos jogos. Porque o gaming é uma coisa muito viva nos dias de hoje, nem que seja no telemóvel, mas toda a gente tem um jogo. Depois, as pessoas vêm cá e têm uma maneira diferente de conviver e de se divertirem. O tempo aqui passa diferente, as pessoas estão entretidas. Aliás, é impossível vir aqui e não se estar entretido”.

Apesar de ainda não estarem abertos há um mês, Kelly diz que já sabia que ia ser um projecto com sucesso: “sabíamos que ia ter sucesso, não pensámos foi que fosse tão rápido. Nós não arriscaríamos num conceito destes se não soubéssemos que ia ter sucesso”. Para o futuro o casal pretende expandir a sua marca, levar o Game Over a outras cidades e, se houver possibilidade, abrir mais escape rooms.

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