Mês de Julho frio arrefece taxa de ocupação na hotelaria nacional

Mês de Julho frio arrefece taxa de ocupação na hotelaria nacional

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Em termo de taxa de ocupação, o Algarve está em queda desde fevereiro. Já em julho de 2017 tinha registado uma quebra ligeira face ao mesmo mês de 2016. (Foto D.R.)

De acordo com o AHP Tourism Monitors, ferramenta exclusiva de recolha de dados da Hotelaria nacional trabalhados mensalmente pela AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, o mês de julho de 2018 registou, a nível nacional, uma taxa de ocupação de 80%, com os preços a crescerem a dois dígitos.

  OPERAÇÃO HOTELEIRA

Em julho de 2018, a taxa de ocupação quarto a nível nacional decresceu 2,3 p.p., fixando-se nos 80%. Por destinos turísticos, Lisboa (87%), Açores (85%) e Algarve (84%) atingiram as taxas de ocupação mais elevadas. Em variação, Leiria/Fátima/Templários (menos 9,7 p.p.), Madeira (menos 9,2 p.p.) e Açores (menos 5,6 p.p.) registaram uma quebra significativa. De assinalar, também, a quebra da taxa de ocupação nas categorias cinco, quatro e três estrelas.

ARR fixou-se nos 117 euros, mais 11% do que em igual período do ano passado, com o Algarve (162 euros) a registar a melhor performance, seguido do Estoril (131 euros) e de Lisboa (125 euros).

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RevPar registou um aumento de 12%, atingindo os 94 euros. Em termos relativos, destaque para Coimbra com um crescimento de 31%, seguido do Alentejo com 23% e de Lisboa com 19%.

Pelo segundo mês consecutivo, a categoria três estrelas foi a que registou um maior crescimento no ARR e RevPar, de 20% e 16%, respetivamente.

Cristina Siza Vieira, presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal, comenta: “Dos catorze destinos analisados pelo Hotel monitor, nove apresentaram resultados negativos na taxa de ocupação e um estagnou neste indicador. A boa notícia vem de um crescimento muito expressivo neste indicador nos destinos do interior neste mês. Nos destinos Sol e Mar esta queda já era prevista, com um mês de julho frio, o mais frio desde 2000, levando a que parte dos mercados norte-europeus ficasse “em casa”. Destinos balneares em Espanha registaram idêntica performance. Há no entanto a sinalizar que o preço médio cresceu muito em todos os destinos em termos homólogos, situação que fez crescer o RevPAR, a nível nacional, em 12%.”

DESTINOS TURÍSTICOS

Nota: todos os valores indicados referem-se a variações relativas entre os períodos homólogos (julho 2018 e julho 2017), de acordo com as definições dos destinos turísticos constantes no Hotel Monitor. Os valores e variações da informação estatística são arredondados à décima. 
Os resultados apresentados referem-se a valores constantes no Hotel Monitor à data de 11 de setembro de 2018.

 MINHO

Em julho de 2018, a taxa de ocupação quarto foi de 65%, revelando uma quebra de 5,8 p.p. face ao período homólogo. O ARR fixou-se nos 70 euros e o RevPar cresceu 3%.

GRANDE PORTO

Durante o mês de julho de 2018, o ARR, no destino Grande Porto, apresentou uma variação positiva de 3%, enquanto o RevPar se fixou nos 93 euros.

A taxa de ocupação quarto foi de 83%, menos 2,3 p.p. do que em julho de 2017, a registar ainda a quebra deste indicador em todas as categorias.

BEIRAS

Durante o mês de julho de 2018, o destino turístico Beiras apresentou variações positivas de 7,5 p.p. na taxa de ocupação quarto (63%) e 12% no RevPar face ao período homólogo. O ARR foi de 68 euros.

COIMBRA

Em julho de 2018, as unidades hoteleiras de Coimbra apresentaram uma taxa de ocupação quarto de 80%, o que representa um aumento de 10,7 p.p. face ao período homólogo. Destaque ainda para o ARR de 70 euros e para o RevPar que cresceu 31%.

Em termos de variação, tanto na taxa de ocupação como no RevPar, este destino foi o que revelou o crescimento mais expressivo no mês de julho.

 VISEU

A taxa de ocupação quarto, em julho de 2018, foi de 46%, revelando uma ligeira quebra de 0,8 p.p. face a julho de 2017. O preço médio por quarto ocupado foi de 62 euros, enquanto o RevPar aumentou 11%.

OESTE

Em julho de 2018, a taxa de ocupação quarto foi de 65%, evidenciando uma quebra de 3,2 p.p. face a julho de 2017. No mesmo período, o ARR cresceu 12% e o RevPar foi de 69 euros.

LEIRIA/FÁTIMA/TEMPLÁRIOS

No mês de julho de 2018, destaque neste destino para a quebra da taxa de ocupação quarto em 9,7 p.p., face ao período homólogo, atingindo os 53%. O ARR foi de 70 euros e o RevPar desceu 2%.

ESTORIL/SINTRA

Durante o mês de julho de 2018, a hotelaria do destino Estoril/Sintra apresentou variações negativas de 4,5 p.p. na taxa de ocupação quarto, fixada em 78%, e positivas em 5% no RevPar. O ARR fixou-se nos 131 euros.

LISBOA

No mês de julho de 2018, o destino turístico Lisboa registou uma taxa de ocupação quarto de 87%, revelando uma ligeira subida de 0,5 p.p. face a julho de 2017.

Em termos de RevPar, o valor de julho de 2018 cifrou-se em 108 euros. Verificou-se, ainda, aumento de 18,2% no ARR.

COSTA AZUL 

As unidades hoteleiras deste destino apresentaram, no mês de julho, um ARR de 97 euros. A taxa de ocupação quarto foi de 83% mais 1,3 p.p. e o RevPar obteve um aumento de 17%. 

ALENTEJO

Os hotéis deste destino apresentaram no mês de julho, uma taxa de ocupação quarto de 73%, mais 6,1 p.p., e um RevPar de 65 euros.

O ARR evidenciou uma subida de 13%, face ao período homólogo anterior.

ALGARVE 

Em julho de 2018, a taxa de ocupação quarto no Algarve foi de 84%, menos 1,6 p.p. face ao mês homólogo de 2017. A taxa de ocupação quarto, quando comparada por zonas, foi superior no Algarve Barlavento (87%), face ao Algarve Sotavento (78%) e ao Algarve Centro (83%).

O ARR foi, em julho de 2018, de 162 euros e o RevPar aumentou 3%.

Em termo de taxa de ocupação, este destino está em queda desde fevereiro. Já em julho de 2017 tinha registado uma quebra ligeira face ao mesmo mês de 2016.

 MADEIRA

Em julho de 2018, a Hotelaria da Madeira apresentou uma taxa de ocupação quarto de 81%, menos 9,2 p.p. face a julho de 2017. O preço médio por quarto ocupado foi de 81 euros e o RevPar registou uma quebra de 2% face ao mesmo mês do ano anterior.

Desde março que a taxa de ocupação está em queda na Madeira, à semelhança do Algarve também em julho do ano passado este indicador tinha apresentado resultados negativos.

 AÇORES

Em julho de 2018, os Açores apresentaram uma taxa de ocupação quarto de 85%, menos 5,6 p.p. do que no período homólogo anterior. Apesar desta quebra na taxa de ocupação, este destino foi segundo na taxa de ocupação no total dos destinos analisados pelo Hotel Monitor.

Relativamente aos preços, o ARR foi de 102 euros e o RevPar cresceu 16%.

Glossário

ARR: Preço médio por quarto ocupado
RevPar: Preço médio por quarto disponível
TO: Taxa de ocupação quarto

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