Polícia Marítima de Olhão apreende arte de pesca com espécie protegida

Polícia Marítima de Olhão apreende arte de pesca com espécie protegida

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A arte foi apreendida assim como diversas espécies capturadas (Foto: D.R.)
A arte foi apreendida assim como diversas espécies capturadas (Foto: D.R.)

O Comando-local da Polícia Marítima de Olhão efectuou, durante a noite de domingo, 23 de Setembro, uma acção de fiscalização no interior da Ria Formosa com o objetivo de inspeccionar as diversas atividades que neste local se desenvolvem, em especial as de pesca, dirigidas à captura de espécies que, a coberto da noite, são levadas a cabo de forma ilícita com recurso a artes proibidas ou exercidas em locais proibidos, bem como detecção de métodos de captura da espécie cavalo-marinho, tratando-se de uma espécie protegida e em vias de extinção.

Embora não tenha sido possível interceptar a embarcação, que alegadamente se colocou em fuga ao aperceber-se da presença da Polícia Marítima, foi apreendida a arte verificando-se a existência de diversas espécies capturadas, num peso estimado de 12 quilos.

Da captura foi possível constatar a existência de vários exemplares de cavalo-marinho, tendo sido imediatamente devolvidos, ainda com vida, ao seu habitat natural, juntamente com as outras espécies capturadas.

Prosseguem agora investigações, com vista a identificar a embarcação utilizada na prática da infracção.

Estes comportamentos são punidos como contra-ordenação, com coima de 598,56 euros a 37.409,84, sem prejuízo da eventual responsabilidade criminal, no caso de captura de espécies protegidas.

A Polícia Marítima, conhecendo os pontos sensíveis da zona lagunar da Ria Formosa, área protegida classificada como Parque Natural, bem como as preocupações de todos aqueles que de forma legal utilizam e exploram os recursos deste espaço, tem vindo a desenvolver ações direccionadas, de forma “a detectar e reprimir comportamentos que contribuem para o acentuado depauperamento dos recursos marinhos disponíveis, bem como evitar a prática de atos que afectam a segurança do tráfego marítimo”.

Nesta operação foi detectada uma embarcação em actividade de pesca utilizando uma arte localmente conhecida por arrasto de vara que é considerada proibida.

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